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11.1.16

bowie

© Taschen

Pessoas como David Bowie existem para nos lembrar de que, sabendo de antemão que um dia a luz se apaga, a arte é o que torna a existência humana suportável.

30.10.15

os gatos adoram peixe, mas odeiam molhar as patas *

«Hello» é, a par de «Skyfall» e «Set fire to the rain» [por esta ordem], uma das três melhores canções de Adele, mas foquemo-nos no que verdadeiramente importa no videoclip da primeira: este casaco e este lenço.


[Sossega a "don't-kill-for-fur" que há em ti: sendo a Adele vegan, há enormíssimas probabilidades de o casaco não ser de pele verdadeira, como o da Ellie Goulding que, coincidentemente, também se fica pelas verduras.]

* Diz o povo.

7.4.14

nunca como os outros

Os colóquios dos penalistas nunca foram como os outros. No "Medalha Beccaria: entrega a Jorge de Figueiredo Dias", que decorreu na sexta-feira, o Professor Arroyo Zapatero referiu expressamente o fado que Patxi Andión compôs e canta com Ana Moura e citou Pessoa:

Vaga, no azul amplo solta,
vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta
não é o que estou chorando.


Depois de uns segundos em suspenso, retomou-se o tema das sanções penais. Os colóquios dos penalistas nunca serão como os outros.

© [m.m. botelho]. 2014.
A mesa do Colóquio "Medalha Beccaria: entrega a Jorge de Figueiredo Dias", 04.04.2014, FDUC. Da esquerda para a direita, vêem-se: Luigi Foffani (Professore Ordinario na Università di Modena e Reggio Emilia e Secretário-Geral-Adjunto da SIDS), Stella Maris Martínez (Defensora General de la Nación Argentina), José de Faria Costa (Provedor de Justiça e Professor Catedrático na FDUC), António dos Santos Justo (Presidente e Professor Catedrático na FDUC), Joaquim Ramos de Carvalho (vice-Reitor da UC e Professor Auxiliar na FLUC), Jorge de Figueiredo Dias (Professor Catedrático na FDUC), Luis Arroyo Zapatero (Professor Catedrático na Facultad de Derecho y Ciencias Sociales da Universidad de Castilla La Mancha e Presidente da SIDS) e Anabela Miranda Rodrigues (Presidente do IDPEE e Professora Catedrática na FDUC).

© [m.m.b.]

28.8.13

«et resurrexit»

Ontem à noite, deviam ser umas três e meia da manhã, sucedeu que dei por mim num exercício que não era capaz de fazer espontaneamente desde os meus 18 anos e ao qual mais tarde, por graça, dei a pomposa designação de «transcender as experiências exteriores da realidade». Aconteceu ao som da Missa de Bach, numa gravação do Herreweghe, e logo na segunda parte do «Kyrie I». No «Et resurrexit» do «Credo» voltei a subir aos Céus, como nas noites em que me deitava no chão da sala e ficava de barriga para o ar a ouvir tudo o que havia para ouvir.

Sou totalmente incapaz de explicar o que me acontece nestas situações que eram, até ontem, uma lembrança difusa da minha adolescência. O que sinto é o que me fica depois, as sensações de beleza, intemporalidade, imaterialidade e outras tantas que não sei nem posso descrever. O nome que dei à experiência é pomposo, mas verdadeiro, porque verdadeiramente transcendo a realidade e lá não cabe nenhuma das palavras inventadas pelo Homem que possa descrever o que é segredado pelo Universo a quem tem a fortuna de lá chegar.

© [m.m. botelho]

12.2.13

«faltará procura dentro do teu ser» [?/.]


«somos a fachada de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa porta
quando formos velhos, se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia espera pelo vento
ele dá-te a direcção

ninguém é quem queria ser
eu queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém

a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser

ninguém é quem queria ser
eu queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém

diz-me se ainda esperas encontrar o sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser

ninguém é quem queria ser
eu queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém»


«Foge Foge Bandido», projecto de Manel Cruz. «Ninguém é quem queria ser».
Do álbum «O amor dá-me tesão/Não fui eu que estraguei» [2008].

Bom Carnaval, hoje e sempre.
Amen.
[Porque não é preciso dizer mais nada.]

© [m.m. botelho]

10.2.13

«tens tanto a aprender»

Há duas semanas, mais dia, menos dia, eu explicava ao meu sobrinho-afilhado-maravilha por que razão ele deveria beber leite e não água (a sua bebida favorita) ao lanche.

Eu - «Quando temos sede, bebemos água, mas quando precisamos de alimentar-nos, devemos beber leite. Ora, se estamos a lanchar e o lanche é uma refeição, devemos alimentar-nos, por isso, é melhor bebermos leite. Bebemos água não para nos alimentarmos, mas para nos hidratarmos e para matarmos a sede, compreendes?»
F. - «Sim. [passam uns segundos] Mas o Pedro, o Abrunhosa, diz que o corpo... o corpo é que mata a sede.»

Não soube o que lhe responder imediatamente. Tentei explicar-lhe que, nas canções, o Pedro usa linguagem poética e que a poesia é uma forma mais elaborada e simbólica de expressão, diferente da que eu estava a usar na minha explicação sobre a água. O F. levantou os olhos, olhou para mim, fez que "sim" com a cabeça, eu sem saber muito bem como lhe explicar o que é a poesia e o simbolismo, eu a sorrir pelo cuidado dele em explicar-me que "o Pedro" era "o Abrunhosa", eu a pensar naquela frase, "o corpo é que mata a sede", eu uma vez mais surpreendida pela memória e capacidade de raciocínio do F..

Até então, eu não sabia, mas o Pedro, o Abrunhosa, diz mesmo numa canção que "o corpo mata a sede". E assim se demonstra, para lá de qualquer dúvida, que aquele miúdo de quatro anos pode ensinar umas coisas, poéticas e simbólicas (ainda por cima!) a esta miúda de trinta e dois. É mesmo como diz o Pedro, na mesma canção: «tens tanto a aprender».

© [m.m. botelho]

5.7.12

«anything we want»

«And I kept touching my neck to guide your eye to where
I wanted you to kiss me when we find some time alone [...]
And the rivulets had you riveted to the places that
I wanted you to kiss me when we find some time alone [...]
And then we can do anything we want.»


Fiona Apple. «Anything we want».
«The Idler Wheel is wiser than the Driver of the Screw, and Whipping Cords will serve you more than Ropes will ever do» [2012].

24.6.12

o tamanho da recompensa

Há duas semanas, abdiquei de ver actuar ao vivo um dos cantores e compositores da minha vida, o Rufus Wainwright. Tive oportunidade de o ver actuar na Aula Magna no dia 6 de Novembro de 2007, porque tinha bilhete comprado, mas por razões que não vêm agora ao caso, optei por ser profundamente idiota e não ir. Rasguei os bilhetes, eu que guardo sempre tudo, rasguei os bilhetes e nunca mais imaginei ver o Rufus ao vivo na minha vida. Até que ele veio, inesperadamente, ao festival «Optimus Primavera Sound» do Porto, na noite de Sexta-feira, 8 de Junho. A seguinte era a noite cujo cartaz mais me agradava, ou dele não constassem os meus queridos Kings of Convenience, eles que já me acompanharam tantas vezes, em tantos momentos bons e maus. Mas as datas eram tudo menos adequadas e eu, impondo-me a mim mesma uma decisão baseada na razão e não no coração, não fui aos concertos.

Ontem, abdiquei da noitada de S. João (provavelmente, a minha festa popular favorita), uma noite que eu sempre adorei. Sempre gostei do S. João do Porto porque é a única noite da cidade em que não há desigualdade entre as pessoas: naquela noite, todos são iguais, quer sejam tripeiros, quer não. E se é verdade que dispenso completamente as sardinhas, também é verdade que gosto imenso dos abraços, dos risos, dos beijos e até das marteladas que são, nessa noite, absolutamente especiais.

Hoje, tinha bilhete para o concerto que daqui a pouco Madonna vai dar em Coimbra, integrado na «MDNA World Tour 2012». Tinha bilhete desde o dia 11 de Fevereiro, o primeiro dia em que foram postos à venda. Nunca vi a Madonna actuar ao vivo (embora tenha visto vários dos seus DVD, de várias tours, várias vezes). Também não será hoje que isso irá acontecer.

A razão de tudo isto é bastante simples: «que outro valor mais alto se alevanta», para citar o poeta Camões. Sei que há que abdicar do que houver a abdicar para conseguir esse outro valor mais alto, esse objectivo mais querido.

Sei que nada cai do Céu aos trambolhões [que «não há almoços grátis», como se diz na Economia]. Sei que é preciso trabalhar afincadamente para alcançar os propósitos que tracei e sei que o tempo não se multiplica.

Por isso, não estou triste. Acredito na «teoria do boomerang», acredito que para cada renúncia há uma recompensa. E também acredito que, lá mais para a frente, ainda hei-de ter pelo menos uma oportunidade na vida para ver o meu querido Rufus e a Madonna actuarem ao vivo, seja lá onde for.

Creio, porém, que o tamanho da recompensa deveria aferir-se, também, pelos sacrifícios que nos impomos na expectativa de lograr obtê-la: há duas semanas abdiquei de 3 cantautores que adoro, ontem abdiquei da noitada de S. João, hoje abdiquei do concerto da Madonna. Pode não parecer nada de especial, mas até é, se eu fizer contas de somar com todos os outros sacrifícios que já me impus e de que aqui não falo e foram alguns.

Repito, porque acho mesmo que deveria ser assim: o tamanho da recompensa deveria aferir-se, também, pelos sacrifícios que nos impomos na expectativa de lograr obtê-la. Oxalá assim seja.

© [m.m. botelho]

10.6.12

«when I call me "you"»

«and for a year she was anti-pioneer
they passed her off too late
to change her future's fate
but even now when the false gets true
and living colours seem possible to you»


Feist. «Anti-pioneer».
Do álbum «Metals» [2011].

Nem sempre as coisas têm legenda, tradução simultânea, explicação adicional, adenda, prólogo. Não é para tornar as coisas menos acessíveis, é só mesmo para deixar ao livre arbítrio de cada um a sua interpretação. É o que acredito suceder com esta canção da Feist: cada um aplica como quiser, ao que quiser, se quiser.

[O único aspecto que me parece inegável é este: é preciso não perceber patavina de boas canções para, perante o nome «Feist», se encolher os ombros, não gostar nem desgostar ou preferir a Cat Power. É mesmo preciso não perceber patavina disto.]

18.5.12

«we live in a beautiful world»

© [m.m. botelho] 2011

É «o concerto do ano», so they say, ainda para mais num ano em que também vem cá a Madonna. Espero que seja, pelo menos, memorável, porque só mesmo uma banda de que eu gostasse tanto como gosto dos Coldplay me faria pôr o pé no Estádio do Dragão!

Os Coldplay estão indelevelmente associados a um período menos bom da minha vida. Digo "menos bom" porque eu haveria de aprender que aquilo, de mau, tinha pouco, comparado com o mau que a vida demonstrou poder ter (e sei lá eu o que ainda me espera!). Estávamos no final de 2002, nos primeiros meses de 2003 e a minha companhia sonora, por entre o frio, a neve, as sanduíches de pão escuro, as longas caminhadas e as feridas nos pés, o anoitecer às quatro horas da tarde, uma língua da qual eu não percebia patavina e a antipatia dos que me rodeavam era, quase em exclusivo, os Coldplay.

Ouvi «Parachutes» e «A Rush of Blood to The Head» vezes sem conta. Achava - e continuo a achar - que o Chris Martin, para além de um talentosíssimo compositor de rock alternativo, senhor de uma voz inconfundível, era giro que se fartava. Naquele tempo, o Chris Martin era um tipo loiro, de pele demasiado clara, que às vezes ainda tinha borbulhas, e sorria envergonhadamente enquanto cantava. Era e é um "nerd" bonito, como só os "nerds" se querem bonitos, agora apenas com menos borbulhas.

Houve depois uns tempos em que não ouvi Coldplay, a não ser quando passava na rádio. Apesar de gostar das canções, não as ouvia. Foi uma época em que descobri cantautores e bandas fantásticas, que tomaram a minha predilecção. Todavia, os Coldplay foram sempre um "velho amor" ao qual eu sabia que mais tarde ou mais cedo haveria de regressar. E regressei, em 2006, quando escrevi o texto «Aqueles éramos nós».

Hoje regresso presencialmente. De certa forma, foram eles que vieram a Portugal e ao Porto e não foram eles que vieram até mim, fui eu que fui ao encontro deles. Como sempre, de resto. É provável que, esta noite, me recorde de momentos "menos bons", da neve e das feridas nos pés, mas tenho a certeza de que vou sorrir, mesmo que envergonhadamente, como o Martin sorria enquanto cantava «Yellow».

Daqui a umas horas espero ouvir «Trouble» cantada só por ele ao piano. Tudo o resto será apenas para aumentar a minha satisfação. E que não chova, é o que se espera, porque esta será uma noite mágica, uma noite única, uma noite eterna: disso eu tenho a certeza.

Nota: o título deste texto é um excerto da letra de «Don't Panic», do álbum «Parachutes» [2000].

© [m.m. botelho]

16.3.12

«we are the people that rule the world»


Empire Of The Sun. «We Are The People».
Do álbum «Walking on a Dream» [2008].

Por muito que nasçam dias em que custa a acreditar, acreditemos, acreditemos sempre que, pelo menos no nosso mundo, nós ditamos as regras e nada nem ninguém nos tirará esse poder.

24.2.12

bolos com cerejas no topo

«Fantástico!» é o que me ocorre dizer a propósito do concerto de Luísa Sobral no Theatro Circo, em Braga, no passado Sábado, 18 de Fevereiro, para apresentação do álbum «The cherry on my cake [2011].

© Luísa Sobral | fonte: vista aqui
o palco e a sala antes do concerto

O alinhamento está muito bem feito, as canções são como se querem: curtas e com arranjos muito bonitos. Pelo meio, há alguma interacção com o público, mas na medida certa e há surpresas inesperadas, como ouvir a Luísa brincar e rir com uma interpretação muito "autêntica" de «Toxic» da Britney Spears, rematada com umas notas sacadas do contrabaixo de forma muito atrevida. Altamente recomendável.

Particularmente bem conseguidos foram os momentos em que se ouviu «Clementine» (em meu entender, a melhor canção do disco); uma canção inédita que Luísa compôs após o terramoto que abalou o Japão em Março de 2011 e que conta com backing vocals do trio que a acompanhou (Filipe Mello ao piano, Carlos Miguel na bateria e João Hasselberg no contrabaixo); a interpretação em dueto com Filipe Mello (invulgaríssima voz, a lembrar Tom Waits) de uma canção também inédita e, finalmente, o primeiro encore, «Both sides now», uma cover de Joni Mitchell interpretada a solo por Luísa na guitarra com a sala iluminada apenas por um candeeiro de mesa. Antes do fim, ainda houve tempo para uma sensacional versão de «Não és homem p'ra mim» com toda a banda, que levou o público ao rubro, provavelmente pela diferença conseguida em relação ao original.

© [m.m. botelho]
o penúltimo encore do concerto: «Não és homem p'ra mim»

Uma excelente noite, que começou com um belo repasto de setas temperadas com azeite aromatizado e flor de sal, folhados de alheira, bacalhau "à nossa moda" e tarte merengada de limão na «Taberna do Félix», tudo regado a «Marquês de Borba» tinto, continuou ao som da Luísa Sobral no Theatro Circo e foi terminar na Casa dos Coimbras por entre copos e gargalhadas.

© [m.m. botelho]

«em cada canto eu vejo um lado bom»


Mallu Magalhães. «Velha e louca».
Do álbum «Pitanga» [2011].

Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra.
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar, não importa
O que eu tenho de torta,
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.
Pode avisar qu'eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.

Pode falar qu'eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Ando há uns dias a ouvir este álbum e ainda não sei do que gosto mais: se da meiguice da voz de Mallu, se dos arranjos de Marcelo Camelo, se das preciosíssimas letras, já para não falar nos videoclips.

Gosto particularmente desta canção e por um motivo muito simples: de uma ponta à outra da letra, eu poderia ter escrito isto, exactamente isto. Não admira, por isso, que passe a vida a cantá-la: «respiro fundo e canto, mesmo que um tanto rouca».

© [m.m. botelho]

22.1.12

sunday


Etta James. «Sunday kind of love».
Do álbum «At last!» [1961].

10.1.12

mapa mundi


Pat Metheny. «A map of the world».
Do álbum «A map of the world (soundtrack)» [1999].

17.12.11

cesária


Cesária Évora & Marisa Monte. «É doce morrer no mar».
Do álbum «Café Atlântico» [1999].

Morreu hoje Cesária Évora. Na despedida, outra vez a minha canção favorita na sua voz: «é doce morrer no mar». Até sempre, Cesária, «nas ondas verdes do mar».

© [m.m. botelho]

12.12.11

«life is never kind»


The Smiths. «I don't owe you anything».
Do álbum «I don't owe you anything» [1984].

9.12.11

t-shirt lisa e branca

fonte: web
[autoria impossível de identificar]

O que eu e John Lennon temos em comum é que morremos (ele) e nascemos (eu) ambos no mesmo ano (1980) e somos (eu, porque ele "era") ambos pacifistas.

De resto, Lennon defendia e sonhava com uma data de coisas com as quais eu não concordo porque não creio que seja através delas que o mundo poderia resolver os seus problemas e se tornaria no local paradisíaco que ele proclamava.

A sua fotografia de que eu mais gosto é a que ilustra este post: Um John jovem, de t-shirt lisa e branca, segurando a cabeça com a mão (uma das minhas posições favoritas para escutar as pessoas) e uns óculos de massa que lhe assentavam tão bem. Ao contrário da maioria das pessoas, eu gosto mais deste Lennon do que do mais velho.

Morreu a 09/12/1980. Faz hoje 31 anos.

© [m.m. botelho]

5.12.11

(time) better not stop


«We trust», projecto de André Tentugal. «Time (better not stop)».
Do álbum «These new countries» [2011].

26.10.11

«ela faz cinema»

«Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama [...]
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual [...]
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim [...]
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz [...]
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim.»



Chico Buarque. «Ela faz cinema».
Do álbum «Carioca» [2006].

Se a letra desta canção, toda a letra desta canção, não é uma das cinco melhores letras do Chico Buarque, então, eu não percebo nada-nadinha-de-nada de música.

© [m.m. botelho]

eu

[m.m. botelho] || Marta Madalena Botelho
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