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31.1.15

o.O


Uma das decorrências mais maravilhosas de escrever um blogue é o facto de não se ser levado demasiado a sério. Talvez nenhuma outra plataforma de escrita ofereça tanto esta vantagem (sim, é uma vantagem) aos utilizadores quanto o blogue.

Ser-se levado demasiado a sério pode, por um lado, ser castrador para quem escreve e, por outro, ser enganador para quem lê. Quem escreve não pode ter preocupações sobre a forma como o que escreveu será interpretado, porque, de outro modo, haveria de ficar de tal forma petrificado pelo receio da má interpretação que acabaria por nada escrever. Já quem lê, não pode concluir que há apenas uma forma de interpretar o que foi escrito, ou melhor, poder até pode, mas não deve, porque incorrerá no equívoco de achar que sabe, quando na verdade não pode, de todo, saber.

© [m.m.b.]

28.8.13

«et resurrexit»

Ontem à noite, deviam ser umas três e meia da manhã, sucedeu que dei por mim num exercício que não era capaz de fazer espontaneamente desde os meus 18 anos e ao qual mais tarde, por graça, dei a pomposa designação de «transcender as experiências exteriores da realidade». Aconteceu ao som da Missa de Bach, numa gravação do Herreweghe, e logo na segunda parte do «Kyrie I». No «Et resurrexit» do «Credo» voltei a subir aos Céus, como nas noites em que me deitava no chão da sala e ficava de barriga para o ar a ouvir tudo o que havia para ouvir.

Sou totalmente incapaz de explicar o que me acontece nestas situações que eram, até ontem, uma lembrança difusa da minha adolescência. O que sinto é o que me fica depois, as sensações de beleza, intemporalidade, imaterialidade e outras tantas que não sei nem posso descrever. O nome que dei à experiência é pomposo, mas verdadeiro, porque verdadeiramente transcendo a realidade e lá não cabe nenhuma das palavras inventadas pelo Homem que possa descrever o que é segredado pelo Universo a quem tem a fortuna de lá chegar.

© [m.m. botelho]

28.12.12

os últimos cinco meses

Férias de Verão curtíssimas, uma contrariedade, uma volta por cima, uma notícia que me deixou felicíssima e uma concretização em marcha (porque será que as coisas muito más e as coisas muito boas costumam acontecer-me quase em simultâneo?), o arranque de um projecto em parceria, muitas letras, um voo, uma semana de descanso outonal, umas marteladas e um nariz novo que respira bem melhor, monumentais dores de dentes, outras dores que nem sei adjectivar, livros, pc, ténis com pinta, sapatos com muita pinta, relógios com toda a pinta, sushi, massada de peixe, bons vinhos, pequeno-almoço à beira-mar, boa companhia, muitas gargalhadas, camisolas quentinhas, camisas como eu gosto, ser o ombro de um ombro, bananeiro, mimos do F., mimos de todos, o alinhavar de mais um projecto em parceria, saudades mortas-morridas-matadas de quem gosto, o homicídio acordado de outras saudades, o adeus aos cigarros.

Chamo-me marta e estas são algumas pinceladas dos meus últimos (extraordinários) cinco meses.

© [m.m. botelho]

24.6.12

o tamanho da recompensa

Há duas semanas, abdiquei de ver actuar ao vivo um dos cantores e compositores da minha vida, o Rufus Wainwright. Tive oportunidade de o ver actuar na Aula Magna no dia 6 de Novembro de 2007, porque tinha bilhete comprado, mas por razões que não vêm agora ao caso, optei por ser profundamente idiota e não ir. Rasguei os bilhetes, eu que guardo sempre tudo, rasguei os bilhetes e nunca mais imaginei ver o Rufus ao vivo na minha vida. Até que ele veio, inesperadamente, ao festival «Optimus Primavera Sound» do Porto, na noite de Sexta-feira, 8 de Junho. A seguinte era a noite cujo cartaz mais me agradava, ou dele não constassem os meus queridos Kings of Convenience, eles que já me acompanharam tantas vezes, em tantos momentos bons e maus. Mas as datas eram tudo menos adequadas e eu, impondo-me a mim mesma uma decisão baseada na razão e não no coração, não fui aos concertos.

Ontem, abdiquei da noitada de S. João (provavelmente, a minha festa popular favorita), uma noite que eu sempre adorei. Sempre gostei do S. João do Porto porque é a única noite da cidade em que não há desigualdade entre as pessoas: naquela noite, todos são iguais, quer sejam tripeiros, quer não. E se é verdade que dispenso completamente as sardinhas, também é verdade que gosto imenso dos abraços, dos risos, dos beijos e até das marteladas que são, nessa noite, absolutamente especiais.

Hoje, tinha bilhete para o concerto que daqui a pouco Madonna vai dar em Coimbra, integrado na «MDNA World Tour 2012». Tinha bilhete desde o dia 11 de Fevereiro, o primeiro dia em que foram postos à venda. Nunca vi a Madonna actuar ao vivo (embora tenha visto vários dos seus DVD, de várias tours, várias vezes). Também não será hoje que isso irá acontecer.

A razão de tudo isto é bastante simples: «que outro valor mais alto se alevanta», para citar o poeta Camões. Sei que há que abdicar do que houver a abdicar para conseguir esse outro valor mais alto, esse objectivo mais querido.

Sei que nada cai do Céu aos trambolhões [que «não há almoços grátis», como se diz na Economia]. Sei que é preciso trabalhar afincadamente para alcançar os propósitos que tracei e sei que o tempo não se multiplica.

Por isso, não estou triste. Acredito na «teoria do boomerang», acredito que para cada renúncia há uma recompensa. E também acredito que, lá mais para a frente, ainda hei-de ter pelo menos uma oportunidade na vida para ver o meu querido Rufus e a Madonna actuarem ao vivo, seja lá onde for.

Creio, porém, que o tamanho da recompensa deveria aferir-se, também, pelos sacrifícios que nos impomos na expectativa de lograr obtê-la: há duas semanas abdiquei de 3 cantautores que adoro, ontem abdiquei da noitada de S. João, hoje abdiquei do concerto da Madonna. Pode não parecer nada de especial, mas até é, se eu fizer contas de somar com todos os outros sacrifícios que já me impus e de que aqui não falo e foram alguns.

Repito, porque acho mesmo que deveria ser assim: o tamanho da recompensa deveria aferir-se, também, pelos sacrifícios que nos impomos na expectativa de lograr obtê-la. Oxalá assim seja.

© [m.m. botelho]

24.2.12

bolos com cerejas no topo

«Fantástico!» é o que me ocorre dizer a propósito do concerto de Luísa Sobral no Theatro Circo, em Braga, no passado Sábado, 18 de Fevereiro, para apresentação do álbum «The cherry on my cake [2011].

© Luísa Sobral | fonte: vista aqui
o palco e a sala antes do concerto

O alinhamento está muito bem feito, as canções são como se querem: curtas e com arranjos muito bonitos. Pelo meio, há alguma interacção com o público, mas na medida certa e há surpresas inesperadas, como ouvir a Luísa brincar e rir com uma interpretação muito "autêntica" de «Toxic» da Britney Spears, rematada com umas notas sacadas do contrabaixo de forma muito atrevida. Altamente recomendável.

Particularmente bem conseguidos foram os momentos em que se ouviu «Clementine» (em meu entender, a melhor canção do disco); uma canção inédita que Luísa compôs após o terramoto que abalou o Japão em Março de 2011 e que conta com backing vocals do trio que a acompanhou (Filipe Mello ao piano, Carlos Miguel na bateria e João Hasselberg no contrabaixo); a interpretação em dueto com Filipe Mello (invulgaríssima voz, a lembrar Tom Waits) de uma canção também inédita e, finalmente, o primeiro encore, «Both sides now», uma cover de Joni Mitchell interpretada a solo por Luísa na guitarra com a sala iluminada apenas por um candeeiro de mesa. Antes do fim, ainda houve tempo para uma sensacional versão de «Não és homem p'ra mim» com toda a banda, que levou o público ao rubro, provavelmente pela diferença conseguida em relação ao original.

© [m.m. botelho]
o penúltimo encore do concerto: «Não és homem p'ra mim»

Uma excelente noite, que começou com um belo repasto de setas temperadas com azeite aromatizado e flor de sal, folhados de alheira, bacalhau "à nossa moda" e tarte merengada de limão na «Taberna do Félix», tudo regado a «Marquês de Borba» tinto, continuou ao som da Luísa Sobral no Theatro Circo e foi terminar na Casa dos Coimbras por entre copos e gargalhadas.

© [m.m. botelho]

25.1.12

«atira-lhe "água benta"»

Por volta das vinte e duas horas e trinta minutos de Sábado, dia vinte e um de Janeiro do ano de dois mil e doze na era da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Começou tudo com o «Carpaccio de lombo de vitela perfumado com azeite de Trufa Branca, lascas de queijo Parmesão, salada de rúcula selvagem e aipo».



Seguiu-se o «Bacalhau confitado em azeite sobre gaspacho, batatinhas e cebolinhas confitadas e crumble de broa de milho».



Na carne, a escolha recaiu sobre o «Medalhão de vitela com molho de queijo de cabra e salada verde».



Tudo regado com um belíssimo «Lima Mayer 2008».



Onde? No «Água Benta», à Calçada da Estrela, em Lx. Altamente recomendável.

E não há fotografias das sobremesas porquê? É uma incógnita: ou sumiram do iPhone ou eu nunca cheguei a tirá-las, embora estivesse convicta de que o havia feito. Ainda assim, recomenda-se vivamente o «Cheese cake de queijo da ilha com compota de laranja».

E como o pessoal da casa era bem simpático, o jantar terminou com uma pianada minha onde se ouviu Pedro Abrunhosa, Rufus Wainwright e o Hino Nacional «A Portuguesa» (afinal de contas, estávamos ali ao lado do Parlamento).



Depois, não há mais fotos: o Rui Vargas estava a passar música no Lux e a noite ainda foi loooonga...

[As fotografias são todas minhas. Já o título do post é um excerto de uma canção dos GNR. Muito a propósito, btw.]

© [m.m. botelho]

23.12.11

lisboa no natal

Com este, são já três os Natais seguidos em que me encontro doente. Nada de muito grave, mas o suficiente para causar mossa. Faço tudo o que tenho que fazer, vou onde tenho de ir, mas a saúde não está no seu auge.

No ano passado, passei a semana inteira de cama e não fiz algo que já há muitos anos fazia: ir a Lisboa na semana que antecede o Natal.

Este ano, mesmo adoentada, lá fui eu a Lisboa, ontem. Passeei pela Baixa, comprei alguns presentes para oferecer e algumas coisas para mim [que eu também mereço!]. Fui passar os olhos pelos sítios de que gosto e muitos dos quais descobri sozinha, ao longo de anos. E acabei a noite a jantar sushi e sashimi no «Estado Líquido», acompanhado por um chá estimulante e afrodisíaco.

A conclusão a que chego é a de que Lisboa não muda muito de ano para ano. Por isso, devo ser eu que a vejo com outros olhos, não sei, mas apesar de a achar muito igual ao que sempre é, encontro uma "nova" Lisboa de cada vez que lá vou. E, para quem não é de lá, não tem trabalhos lá nem tem lá família, até vou lá regularmente, com mais regularidade do que à primeira vista seria de supor.

Nessas visitas regulares que faço à cidade, procuro concentrar-me no que lá vou fazer e não tanto na observação da cidade. A "visita de Natal" [vou chamar-lhe assim], por seu turno, tem já um pouco de balanço [talvez pelo aproximar do fim-de-ano] e talvez por isso eu olhe a cidade com outros olhos, mais detidamente, mais detalhadamente.

Sempre o fiz e hei-de continuar a fazer, porque as cidades são como as pessoas: envelhecem, bronzeam-se, deprimem-se, festejam. E porque as cidades merecem uma visita. Lisboa é uma das minhas cidades que continua a merecer a minha visita e desse estatuto que ela tem para mim eu não abdico. E se não abdiquei até agora, parece-me muito difícil que o venha a fazer.

© [m.m. botelho]

5.12.11

ver o nascer do sol

Acordar às 6h30 para estar a bulir 20 minutos depois não é coisa que eu imaginasse conseguir fazer, por exemplo, há um ano. A realidade é que, um ano volvido, consigo. A verdade é que, desde há uns meses, o meu corpo é um "relógio despertador" que procura deitar-se sempre à mesma hora, adormece quase sempre à mesma hora e acorda sistematicamente oito horas depois, às vezes sete. Levei muito tempo, cerca de um ano, a "autodisciplinar" aquilo que andei anos a "desregular", mas consegui.

Agora, estou tão "despertador", que se tenho alguma preocupação ou algum compromisso em mente, sucede-me com frequência acordar assim, a estas horas fantásticas, ainda o dia não se fez. E tenho tempo para tudo e mais alguma coisa, até para escrever posts ao pequeno-almoço, enquanto espreito os jornais do dia.

Não deixei de estudar, de investigar, de ler, de ouvir música, de ver filmes. Faço tudo isso, mas faço-o durante o dia. Por exemplo, o que antigamente gostava imenso de fazer à noite (ler), agora faço a meio da manhã, como intervalo e garanto que é igualmente prazeroso. Claro que não resisto a ler quatro ou cinco páginas antes de adormecer, mas não passa disso, de quatro ou cinco páginas e já não de capítulos inteiros, como sucedia antes.

Isto tudo por aqui já não anda a mudar, já mudou. E eu gosto muito destas mudanças. Das grandes janelas do meu escritório vou ver o nascer do sol e isso é um privilégio que nenhum de nós, se fosse suficientemente perspicaz, deveria desperdiçar. Quando era miúda, gostava de o ver antes de ir dormir. Agora que sou mais graúda, vejo-o antes de começar a trabalhar. O importante, mesmo, é não deixar de o ver se gostar de o fazer.

[Nota: articular este texto com a canção do post anterior. Talvez assim um e outro façam mais sentido.]

© [m.m. botelho]

30.11.11

tom sawyer

© «Google»
[o doodle da «Google» de 30.11.2011]

A 30 de Novembro de 1835 nascia Samuel Langhorne Clemens, que adoptou o pseudónimo de Mark Twain. Até o «Google» o homenageou, com um doodle onde estão representadas as personagens "Tom Sawyer" e "Huckleberry Finn".

O primeiro livro - digno de assim ser chamado - que me lembro de ter lido foi, precisamente, «As aventuras de Tom Sawyer». À época, passava também na televisão uma série sobre o sobrinho da Tia Polly.

Tom Sawyer foi uma personagem que nunca esqueci. Lembro-me dos seus castigos, principalmente do de pintar a cerca, da sua ousadia de fumar cachimbo às escondidas, das descidas perigosas do rio em jangadas construídas com muito mais fé do que jeito, da liberdade que reclamava por não querer usar sapatos, das maçãs que roubava nas árvores por que passava.

Cada um à sua medida, pelo menos eu, à minha maneira, quis ser, fui e continuo a ser "Tom Sawyer". Provavelmente por isso o livro me tenha ficado na memória e o tenho lido várias vezes (três vezes seguidas mal entrei em contacto com ele).

Bom, quem nunca se escondeu atrás de muro para atirar pedrinhas aos gatos que atire a primeira pedra. Eu, está visto porquê, não posso atirar. E parabéns ao seu criador.

© [m.m. botelho]

17.9.11

diké

E quatro anos e picos depois, eu voltei a terminar um quadro. O nome é «Diké», o mesmo da deusa grega dos julgamentos e da justiça. Não o pintei para mim, pintei-o para o ofertar. O que importa mesmo assinalar é que finalmente, quatro anos e picos depois, eu voltei a conseguir começar e acabar uma das actividades que mais prazer me dá: pintar e desenhar.

Obrigada, Universo, por uma vez mais me mostrares que quem dá, recebe; quem semeia, colhe e quem deseja, concretiza.

© [m.m. botelho]

22.8.11

o que faz as noites

A noite de sexta-feira e a de sábado passados foram, provavelmente, as duas noites mais quentes e mais agradáveis do ano até agora. Para mim, foram duas noites excepcionais. Hoje [é uma da manhã de segunda-feira], chove e até já trovejou. Quem comparar a noite anterior com esta, quase não acredita que aconteceram em dias seguidos.

Sucede que o que faz as noites não é a meteorologia, mas a companhia. Daí as minhas, independentemente dos graus que o termómetro marcou, terem sido todas absolutamente excepcionais.

© [m.m. botelho]

7.8.11

more to life

© Hugh MacLeod
fonte: gapinvoid.com

Passaram três semanas em que estive em três destinos diferentes e, por isso, há muito para registar. Sucede que tudo o que me apetece agora é viver e não, propriamente, escrever sobre o que tenho vivido, não obstante o facto de que o que tenho vivido tem sido absolutamente maravilhoso e inesperado. Estou a amar, a vida e não só, e isso ocupa-me demasiado o corpo, a mente e o tempo para que possa vir aqui, para já, escrever sobre isso. Agora vou só aproveitar o que a vida me dá e dar graças.

[Deveria acreditar mais nos horóscopos. Às vezes, têm mesmo razão. E na minha intuição também, que até agora e incrivelmente ainda não me abandonou.]

© [m.m. botelho]

16.7.11

pré-preparação

Durante estes dias: novo pouso, novos ares, em pré-preparação - digamos assim - para, daqui a pouco tempo, a ansiada viagem a Israel. Sol, mar, areia, muita conversa e muitas gargalhadas. Posso antevê-lo e isto ainda mal começou. Posso antevê-lo porque, felizmente, ainda vai havendo pares de braços abertos com que sabemos que podemos contar. Eu chamo-lhes os meus "112". Tenho vários e os próximos dias serão passados junto a um deles. Sou uma abençoadinha, sim, e isso nunca eu hei-de fartar-me de repetir. Eu sou uma abençoadinha.

© [m.m. botelho]

8.7.11

chama-me "nerd" que eu gosto

Um dos motivos pelos quais eu não posso duvidar de que, como diz a O., eu sou «uma abençoada» é o facto de a minha vida ter momentos magníficos, às vezes em catadupa. As últimas três semanas foram exemplo disso, porque me aconteceram coisas muito boas, muito inesperadas e sobre as quais, por isso, tenho mesmo de escrever, ou não estivesse este blogue a tornar-se um espaço cada vez mais importante para mim. Ando desde então para o fazer, mas o tempo não tem sido muito e fui adiando, porque outros valores mais altos se alevantaram. Mas de hoje, isto não passa.

Como uma coisa boa nunca vem só, este ano terei quatro destinos de férias e/ou descanso. Um deles já está cumprido e é sobre isso que quero escrever aqui, para que fique registado nesta espécie de "diário das coisas importantes e pessoais" em que se transformou o «voo.inclinado». Sucede que foi tudo tão retemperador e bom que eu só consigo resumir aqueles dias assim:

Dia 1: Santa Apolónia à noite. Um hamburguer comprado no Chiado [e logo naquela noite o molho de salsa haveria de estar esgotado!] e comido no Miradouro da Graça. Uma tarte de maçã que, sem eu saber, afinal foi novidade. Bairro Alto em excelente companhia [nunca te esqueças, Marta: se, à uma da manhã, há quem páre o carro em plena auto-estrada para te telefonar e perguntar se continua para o Porto ou se vai ter contigo a Lisboa porque sabe que tu lá estás a passar uns dias, só para beber um copo contigo e te dar um abraço quando o poderia fazer dali a uns dias, ergue os olhos ao céu e agradece por teres pessoas assim na tua vida]. Um pé-de-dança no «Frágil». «Sabeis quem era o Chiado?» e ninguém sabia nem queria saber, pelo que «Tu [que sou eu] és mesmo "nerd", pá!» [palavras da L.]. Um discurso da J., merecedor de bastos aplausos, na mesa do Fernando Pessoa n'«A Brasileira», com poemas e o mais que veio à memória. A cena mais surreal alguma vez vista na Avenida Casal Ribeiro, com direito a imitações do "gandim" e da "Madonna" com chapéu e tudo. Uma mulher de burqa [que eu não vi!]. Uma conversa indescritível e irrepetível num dialecto inventado pela J. e pela M.. Muitas barrigadas de riso. Uma das noites mais doidas que já vivi na cidade [e já vivi algumas]. Muitos abraços dados e retribuídos. Um «adoro-vos» gritado da janela aberta do carro às seis da manhã.

Dia 2: Pequeno-almoço preparado por gentileza alheia [manteiga nas torradas incluída]. Ponte «Vasco da Gama». A verdadeira Torta de Azeitão pelo caminho. Ferryboat para Tróia. Almoço tardio no «Comporta Café» [tagliatelli vegetariano e água lisa]. Música cubana ao vivo [por um dueto que eu mesma baptizei de «Zé Maria e Zé Manel»] e um café. O adeus à esplanada ao som de «Comandante Che Guevara». Praia da Comporta. Mar da Comporta. Conversa. Cavalos na praia ao cair da noite. Jantar em Cachopos, n'«A Escola» [queijo de Azeitão, arroz de choco com camarão, empada de coelho bravo com coentros, doce de pinhão bravo com limão, o vinho que, infelizmente, já não recordo]. Um par de cigarros. Viagem desde Alcácer do Sal até Lisboa ao som da noite [rádio no "off"]. «Já chegámos».

Dia 3: Pequeno-almoço preparado por gentileza alheia [mas desta vez sem manteiga nas torradas incluída]. Ponte «25 de Abril». Caparica. Café com gelo no bar da Praia da Rainha. A areia a escaldar da Praia da Rainha. Muito sol e mar. Muita conversa. Uma bola de Berlim com creme [e que se dane a ASAE!]. Mais mar e sol. Regresso a Lisboa. Um belo banho reparador. Jantar no «Mesa de Frades» [sangria de vinho tinto, linguiça grelhada, salada de bacalhau com grão, azeitonas, pataniscas de bacalhau com arroz de feijão vermelho, mousse de chocolate e abacaxi]. Muito calor. Três fados para começar. Um cigarro à porta para arejar. A voz do Pedro Moutinho, que chegou atrasado, mas chegou. Um descafeinado com gelo e conversa à porta com o Pedro Moutinho. Mais fados do Pedro Moutinho, partilhados com o Norte via telemóvel. Outros fados por ilustres desconhecidos. «O amor é louco» cantado por uma inesperada parelha da assistência. Mais cigarros e sangria à porta. O fecho da noite com quatro fados de amadores só para os cinco que resistiam sentados. O regresso a casa. Uma conversa à janela com a linha do eléctrico mesmo abaixo. Uma cerveja, uma «Coca Cola», alguns cigarros e a luz da TV a revelar só parte da sala.

Dia 4: Pequeno-almoço preparado por mim [à terceira, lá consegui antecipar-me]. Café com gelo no Largo de S. Martinho. Marginal em direcção a Cascais. Mais um «Olá!» ao Senhor El-Rei D. Carlos [já foram tantos, que já lhe perdi a conta]. Um périplo que prefiro não lembrar, mas que foi divertido. Uma fila interminável de carros até ao Parque da praia. Uma "espécie de slide" numa duna para chegar até à areia da praia Grande do Guincho porque não me apetecia ir pelo trilho [ainda estou para saber como consegui a proeza do convencimento da L. para a "aventura"]. Muito mar do Guincho, bastante para lá da rebentação das ondas, areia e sol. Uma bola de Berlim sem creme [no Guincho cumpre-se a lei, que maçada!]. Mais mar do Guincho na companhia de uma "espécie de surfista" que por lá andava. Mais areia e mais sol até o dia findar. De novo a marginal e o indispensável «Adeus!» ao Senhor El-Rei D. Carlos. Jantar numa mesa mesmo junto à praia na «Capricciosa» de Carcavelos [pizza «4 Stagioni» e «Imperiale» e «Coca Cola»]. O pôr-do-sol visto da esplanada. A minha indispensável meia-de-leite com gelo. Regresso a Lisboa. Banho terapêutico. A baixa de Lisboa à noite a pé, boa companhia e muita conversa. Rever, no cruzamento de almas mais inesperado da noite, a T. [com quem não estava desde Janeiro e que, só por acaso, é do Porto]. Uma cerveja e uma água lisa. O regresso a casa de táxi porque as pernas pesavam. Mais conversa e um par de cigarros na sala. Janela aberta e a TV sem som, num canal qualquer.

Dia 5: Pequeno-almoço preparado por gentileza alheia [resultado final: ganhei por 3-1, sim, que quem saiu a ganhar fui eu]. Café com gelo no Largo de S. Martinho. Conversa e arrumações. Mais de metade da empada de coelho bravo que havia sobrado do jantar n'«A Escola» para almoço. Um pulo aos «Pastéis de Belém» para fugir ao calor e adoçar o bico. Uma visita ao Museu dos Coches porque «Tu [que sou eu] és uma "nerd", tens cara de "nerd", fumas à "nerd" e falas à "nerd".» e, portanto, se tenho a fama, que ao menos tenha o proveito e sempre se vê o landau em que o Senhor El-Rei D. Carlos e o Príncipe Luís Filipe seguiam quando foram assassinados. Mais um café com gelo em Santa Apolónia. A passagem em revista das memórias excelentes dos dias anteriores. Um abraço apertado e um «Até logo.».

Foram dias fantásticos, que vou lembrar durante muito, muito tempo, não só por terem sido bem passados, mas ainda por todo o significado que tiveram, o qual não posso explicar porque não há como explicar, mas que quem gosta de mim e partilhou estes momentos comigo compreende sem que eu diga uma palavra. Só posso mesmo agradecer aos que estiveram ali, ao meu lado, sempre, não obstante eu ser uma "nerd", rótulo que, vindo de quem vem e com a estima com que me é posto, aceito de bom grado e sei ser elogio.

[A vossa sorte é que eu, mais do que "nerd", sou uma paz de alma, é o que é. E, sim, também é verdade: gramo-vos à brava.]

© [m.m. botelho]

5.7.11

israel

A minha primeira resolução para o ano de 2011, ainda eu não sabia nada do que ele seria, foi que queria viajar. Porque quem com Deus anda, Deus ajuda, sem que sequer o imaginasse na altura, este ano estava-me reservada uma viagem a um daqueles destinos a que só se vai em duas circunstâncias: ou por obrigação, ou porque se encontra pelo menos uma alma que esteja disposta a acompanhar-nos na aventura, o que não é nada fácil. Eu vou porque quero, mas se me perguntassem se há uns tempos imaginava pôr lá o pé, diria que não, pelo menos nunca antes dos 40 ou 50 anos.

O destino é Israel. Jerusalém, Tel Aviv, Haifa, Nazaré, Jaffa, a região do Mar Morto e uma data de outros sítios que não sei agora de memória. Vou. Empacotar umas quantas peças de roupa essenciais na mochila [que se lixe o secador: já imensa gente me disse que o meu cabelo fica lindo mesmo que seco ao natural e é verdade], levar o indispensável guia da «Lonely Planet», o passaporte na bolsa interior e, no peito e na cabeça, o espírito totalmente aberto. Terei oportunidade de pisar um território que nunca foi uma das minhas prioridades, mas sempre foi um dos meus secretos desejos. E de ver o Mar Morto de perto, senti-lo na pele. Tem tudo para ser maravilhoso.

Ainda não sei o que hei-de escrever no papelinho que conto deixar no Muro das Lamentações, mas já tenho uma ideia. Se outra coisa não for, escrevo o que digo sempre que vejo uma estrela-cadente, que é o que mais quero. Simples e conciso.

Parto ainda este mês. Já sinto o bichinho a mexer cá dentro. Adoro viajar e gosto particularmente de viagens assim: inesperadas e surpreendentes, seja pelo modo como as faço, seja pelo destino. Pressinto que será uma viagem extraordinária e, verdade seja dita, a minha intuição raramente me engana [se é que alguma vez me enganou].

Só tenho motivos para sorrir, caramba. De uma coisa não posso duvidar, durante o tempo de vida que ainda me resta: eu sou uma mulher de sorte em tudo, mesmo naquilo que à primeira vista [me] possa parecer que não. Sim, eu sou uma mulher de sorte e hoje não tenho qualquer receio, pudor ou temor em afirmá-lo, porque sei que fazê-lo não vai afugentar essa fortuna. Ao invés, reconhecê-la e estar grata por ela talvez ajude a multiplicá-la. Espero que sim. Por isso, obrigada, Universo, por tudo o que me deste, dás e darás. Obrigada, mil vezes obrigada. Oxalá eu seja sempre merecedora de tanto.

© [m.m. botelho]

29.6.11

não há mais vento

Escrevi teu nome no vento
Convencido que o escrevia
Na folha do esquecimento
Que no vento se perdia

E ao vê-lo seguir envolto
Na poeira do caminho
Julguei meu coração solto
dos elos do teu carinho

Pobre de mim, nem pensava
que tal e qual como eu
O vento se apaixonava
por esse nome que é teu

Enquanto o vento se agita
agita-se o meu tormento
Quero esquecer-te, acredita
mas cada vez há mais vento


«Carminho». «Escrevi teu nome no vento».
Do álbum «Fado» [2009].
Letra de Jorge Rosa e música de Raul Ferrão [Fado "Carriche"]

Na passada sexta-feira, foi pela voz do Pedro Moutinho, no «Mesa de Frades», em Lisboa. Hoje é pela voz da Carminho. E não há vento, não há mais vento, não há mais nada a não ser o meu sorriso e a minha felicidade. E é maravilhoso.

© [m.m. botelho]

24.5.11

cerejas

Não faço ideia porquê, hoje sinto-me feliz. Não me aconteceu nada de extraordinário, foi um dia absolutamente banal, mas desde que acordei que estou com uma sensação boa dentro do peito e não sei explicar porquê.

Se eu pensar bem nas coisas, não têm de existir motivos para que eu me sinta feliz. Não tenho de andar aqui, a dar voltas à cabecinha, a tentar descortinar o que raio está a acontecer, porque não está a acontecer nada de especial. Estou só a viver e, durante a vida, há momentos em que nos sentimos melhor e outros em que nos sentimos pior, sem que seja preciso explicação alguma para isso. É tão disparatado explicar porque é que alguém se sente feliz como explicar as cerejas.

Por falar nelas, este ano, ainda não comi cerejas, mas haverei de comê-las. E no próximo fim-de-semana há «Serralves em Festa» e todos os dias há mimos de quem me quer bem, de quem me cuida e nada me cobra por esse cuidado. Até parece que são precisos mais motivos para me sentir feliz. Oh, que tonta sou, às vezes.

© [m.m. botelho]

13.5.11

gostar de sextas-feiras

fonte: visto aqui

Desde Maio a meados de Outubro, todas as sextas-feiras deveriam ser casual fridays. Aproveitar o sol, o cheiro a mar (para quem possa usufruir desse privilégio), de ténis calçados, jeans ou calções, t-shirts ou tank tops, tudo excepto calças vincandas e camisas engomadas. Dedicar a manhã ao trabalho intensamente, para compensar a dispensa da tarde. E ir, usufruir da vida e daquilo que não faz promessas e, por isso, nunca desilude. Porque não é bem verdade que de certo nesta vida só temos o seu fim: dificilmente não haverá sempre sol, mar, esplanadas, crianças a sorrir. E todas essas coisas são excelentes e não implicam desgostos de partir o coração ou outras sensações menos confortáveis: não nos desapontam.

Hoje dediquei a mim mesma a minha tarde de sexta-feira, após os compromissos cumpridos. Afinal de contas, é a mim que devo mimar, antes de mimar seja quem for. E soube tão bem, tão bem, que eu achei que hoje, para além de ser um belíssimo dia para começar a escrever o meu «Simple Diary», também era um bom dia para deixar isto registado aqui. Uma bela sexta-feira, esta! É um facto: eu voltei a gostar de sextas-feiras. Não sei se dê graças a Deus, se dê graças a mim por isso. Aos dois, pronto, e não se fala mais nisso.

[Adenda: só agora reparei que hoje é sexta-feira, dia 13. Providencial.]

© [m.m. botelho]

22.4.11

memoráveis

Quarta feira, 20 de Abril de 2011 e quinta-feira, 21 de Abril de 2011, foram dos dias mais memoráveis da minha vida. Obrigada a quem os partilhou comigo. Obrigada pelo privilégio.

© [m.m. botelho]

20.4.11

«tenho uma lágrima no canto do olho»

Ao longo dos anos, fui juntando um conjunto de canções a que chamo, muito intimamente, «a listinha». São canções que considero especialmente bem conseguidas e com a dose certa de sex appeal, cujas possibilidades de aplicação me escuso a explicar por me parecerem demasiado óbvias. Entre elas contam-se, para dar apenas alguns exemplos, «Need you tonight», dos INXS, «Sexy boy», dos Air, «Moments in love», dos Art of Noise, «Lullaby», dos The Cure, «I want your sex», do George Michael, «Queer», dos Garbage, «Ride a white horse», da Goldfrapp e «Where life begins», da Madonna.

Há uns tempos, descobri que uma pessoa que eu conheço anda a fazer uma listinha, mas de «músicas de dor de corno», de onde, obviamente, constam aquelas canções onde são relatadas histórias de envolvimentos terminados mas que, para quem canta, nunca terão fim, muitas lágrimas à mistura, de preferência até uns gritinhos de diva de vez em quando («yeah», «oh baby» e coisas do género) e umas pianadas parolas nas introduções, para dar seriedade à coisa (se não tiver um piano, não é verdadeiramente uma «canção de dor de corno»).

Eu, que sou grande adepta de listas (por cores e ordem de importância, com separadores, de todas as formas e feitios possíveis de imaginar), não acho mal, não senhora, mas não empregaria o meu precioso tempo nem a ouvir tais canções, nem a fazer tal lista. O tipo de listinha que eu prefiro fazer está exposto ali em cima. E daqui se conclui que a cada um dá-lhe para onde lhe dá e não vale a pena tecer grandes comentários sobre isso.

[O título do post é de uma canção do Bonga, essa sim sobre um motivo pelo qual vale a pena chorar, mas aviso desde já que lencinhos brancos para enxugar as lágrimas é na porta ao lado: nós estamos fechadas para férias da Páscoa desde segunda-feira passada.]

© [m.m. botelho]

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