14.1.11

pormenores

Apercebemo-nos de que uma querida Amiga que estamos a receber em casa durante o fim-de-semana conhece muitíssimo bem alguns pormenores da nossa personalidade quando, estando ambas em divisões opostas da casa e sem qualquer contacto visual entre nós, ocorre o seguinte diálogo:

Eu - De que lado te dá mais jeito que arrume as tuas toalhas no toalheiro?
Ela - Isso é-me completamente indiferente. Tu é que dás importância a essas coisas.
Eu - Bom, sendo assim, vou arrumar as minhas toalhas do lado...
Ambas, em simultâneo - ... direito.

E sorrimos.

© [m.m. botelho]

13.1.11

mudar | pensar

Mudar é deixar de pensar muito para passar a pensar muito bem.

© [m.m. botelho]

12.1.11

apelo

do filme ‎«Manhattan» [1979], realizado por Woody Allen
fonte: visto aqui

Ao quarto dia de 2011, uma Amiga disse-me isto: «É um apelo, Marta. E sobre um apelo não se pensa». De então para cá, a frase ressoa em mim todos os dias. Ora, se assim é, é porque ela veio bulir com alguma coisa que não mais se desinquietou.

Começo a crer que 2011 vai ser o ano de todas as ousadias. Assim tenha eu a indispensável coragem para dar todos os passos.

© [m.m. botelho]

11.1.11

provérbio irlandês

fonte: web

Há uns dias, em conversa ao telefone com uma Amiga, descobri que tenho alguma dificuldade em dizer muito rápido a expressão "provérbio irlandês" (ou me sai "puvérbio irlandês" ou "provérbio ilandês"). Depois de tanto esforço para articular devidamente as palavras, vim a descobrir que, afinal, o provérbio em causa é... sueco.

Um destes dias, sou capaz de escrever sobre o quão exigente, mas gratificante é pô-lo em prática. Melhor ainda: sobre o quão necessário é pô-lo em prática, porque, entre outras coisas, faz de nós pessoas melhores. Sim, um destes dias, sou bem capaz de escrever sobre isso.

© [m.m. botelho]

31.12.10

adeus 2010

Não vale a pena escrever muitas linhas sobre este ano que foi, provavelmente, o mais angustiante da minha existência. A única coisa que desejo é que 2010 acabe e que venha de lá um ano novo, qual folha em branco, pronto para ser vivido e me permitir ser feliz como eu mereço.

Estas são as minhas últimas resoluções de 2010: nesta passagem de ano, não vou obrigar-me a comer uvas-passas porque não aprecio; vou pedir apenas um desejo porque todos os outros estão implícitos nele; e não vou ficar à espera de nada porque vou fazer acontecer tudo.

Para 2011, só tenho, para já, uma resolução: quero viajar. O resto é o que sempre quis, agora apenas com muito mais vontade.

Que seja um grande, grande 2011.

© [m.m. botelho]

24.12.10

feliz natal

Há uma canção, chamada «White Christmas», que começa assim: «I'm dreaming of a white Christmas, just like the ones I used to know». Gosto especialmente desta canção, porque tem uma melodia muito bela e, por isso, costumo cantá-la nesta época.
Este ano, contudo, dei-me conta de que já não me revejo na letra. Sim, este ano dei-me conta de que não sonho com um Natal igual aos que já conheço. Ao invés, sonho com Natais sempre diferentes, cheios de surpresa, que constituam desafios para mim enquanto pessoa e enquanto mulher.

Sonho e desejo, sonho e faço acontecer. Este Natal não será como os outros, não será como nenhum outro que eu tenha conhecido no passado. Será um Natal único, diferente, ancorado na minha própria diferença. Se eu não sou como era, não quero que os meus Natais e todas as outras coisas da minha vida sejam como eram. Quero um novo rumo, novos percursos, novas pontes, um novo modo de ser e de estar. Quero e faço acontecer.

Este ano, canto novamente a canção de que tanto gosto, mas com uma letra diferente: «I'm dreaming of a new Christmas, not like the ones I used to know». E gosto ainda mais dela assim.

Feliz Natal.

© [m.m. botelho]

21.12.10

absolutos e imutáveis

Sempre me questionei sobre o que será isso do «espírito do Natal». Uso correntemente a expressão e sei o que pretendo dizer quando a emprego. O que não sei é se os que me ouvem e os outros que a usam o fazem com o mesmo sentido. Todavia, creio que, no fundo, todos temos um ponto em comum: o «espírito do Natal» oscila entre a tranquilidade que advém de um inexplicável sentido de proximidade e comunhão de afectos que parecem "nascer" nesta altura do ano e o frenesim de presentear os que nos são queridos com algo que os faça felizes.

Na verdade, acho que poucas vezes fui invadida pelo «espírito do Natal». Quanto aos afectos, sinto-os durante todo o tempo, por quem os sinto, e mais não há a dizer. Por outro lado, não me lembro de alguma vez ter sido arrastada, à última da hora (que Dezembro é o último mês do ano), por uma vaga de solidariedade para com o semelhante. Quanto aos presentes, confesso que não tenho muita pachorra para o ritual da escolha, da compra, do embrulho, embora goste muito de dar e de receber presentes.

Este ano, não comprei nenhum presente de Natal para ofertar. Os pouquíssimos que já ofereci ou vou oferecer foram todos escolhidos por mim, mas comprados por outras pessoas que me libertaram do fardo de um processo que me é desconfortável. Isto não foi sempre assim, claro. Houve um tempo em que, mesmo não gostando de o fazer, o fazia. E houve um tempo, também, em que gostei verdadeiramente de o fazer. Este ano, contudo, decidi que só o faria se, chegado o tempo, me fizesse sentido fazê-lo. E não fez. Por isso, não há data no calendário que me force a fazer algo que nada me diz, não há convenção social que me vergue à estucha inerente à coisa, não há «espírito do Natal» que me entre pelos poros e me faça abdicar do princípio que estabeleci.

Para o ano, espero, haverá novamente Natal e, então, verei o que me fará sentido fazer, porque o que sinto agora pode sofrer alterações, como, de resto, já sofreu noutras alturas da minha vida. O que isto tem de maravilhoso que mereça ser plasmado por escrito é tão somente o facto de eu me dar conta da possibilidade de alteração de um comportamento e de ela não me perturbar, de eu recusar espartilhar-me em absolutos e em imutáveis, de eu ter deixado de resistir à mudança, de eu ser capaz de pôr em prática a ideia de que o que for, se verá e o que tiver de ser, será. Sim, isto é maravilhoso e merece ser plasmado por escrito, porque parte apenas de um pequeno e, porventura, insignificante exemplo da minha vida, mas é a materialização de uma grande, enorme, gigantesca evolução operada em mim.

© [m.m. botelho]

18.12.10

jai guru deva om

Sinto-me como não me sentia há meses! Tão bem, tão leve, tão liberta, tão suficiente, tão diferente que acredito fervorosamente que o remate de 2010 vai compensar tudo o que passei este ano. «Jai guru deva Om»!

© [m.m. botelho]

15.12.10

um pedido a meio do mês

fonte: web

Que este não seja, nunca, o mais cruel de todos os meses.

© [m.m. botelho]

nobody told you how to unfold your love


The Beatles, «While my guitar gently weeps».
Do álbum «The Beatles» [1968].

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