14.5.11

as horas não chegam à mesma hora em todos os lugares

Acabo de ouvir bater a meia-noite. Na varanda da minha casa, ouço nada menos do que oito torres sineiras. Não há duas que toquem as horas em simultâneo. É como se em cada parte da cidade as horas chegassem a horas diferentes. Sempre achei isto curioso.

Está uma noite simplesmente maravilhosa, nem quente, nem fria. Tenho vestido um pólo, uns jeans, uns ténis e uma camisola de algodão. Tudo azul escuro. O céu está pontilhado de algumas estrelas, poucas. Vejo a lua. Não sei em que quarto está, mas arrisco que, como parece um "D", esteja em quarto crescente. Moro no centro da cidade e ouço grilos, quer de dia, quer de noite. Desconheço se algum dos meus vizinhos terá um par deles em cativeiro, mas é bem provável que tenha.

Não me apetece ler, nem escrever. Apetece-me apenas ficar aqui no silêncio da minha casa, no silêncio desta noite. Acho que, regra geral, as pessoas têm pavor ao silêncio. Eu adoro-o.

Daqui a pouco, vou para dentro, recolho a cadeira, o computador, fecho as portas de vidro, as cortinas blackout e as portadas de madeira. Talvez veja um filme. Podia estar num bar qualquer, a ter uma conversa tremendamente interessante ou simplesmente palavrosa, mas escolhi ficar por aqui. Sempre prezei muito o meu espaço, a minha casa, o meu reino onde nada nem ninguém me perturba. Gosto muito de pessoas, mas também gosto muito de estar só comigo e hoje era mesmo isso que me apetecia.

Quantos poderão, nos tempos que correm, dizer que têm tudo o que eu tenho e podem usufruir disto com o coração e a mente tranquilos e limpos? Provavelmente, muito poucos. Eu posso, eu usufruo. Devo apenas ter a humildade de reconhecer que é verdade o que o povo diz: «há males que vêm por bem». Quase me atrevo a dizer que, mais do que isso, há males que vêm para que venha o muito melhor. Por isso, talvez não sejam propriamente males. Talvez sejam só coisas que têm de nos acontecer para que nos caiam as escamas dos olhos e fiquemos a perceber o que é que, na vida, é realmente importante e prazeroso.

Não percebemos todos isso ao mesmo tempo nem na mesma fase da vida, porque tal como as torres sineiras da minha cidade batem a mesma hora em tempos diferentes, as horas não chegam à mesmo hora à vida de todas as pessoas. O importante é que cheguem. As minhas torres sineiras soam, é o que importa.

© [m.m. botelho]

13.5.11

gostar de sextas-feiras

fonte: visto aqui

Desde Maio a meados de Outubro, todas as sextas-feiras deveriam ser casual fridays. Aproveitar o sol, o cheiro a mar (para quem possa usufruir desse privilégio), de ténis calçados, jeans ou calções, t-shirts ou tank tops, tudo excepto calças vincandas e camisas engomadas. Dedicar a manhã ao trabalho intensamente, para compensar a dispensa da tarde. E ir, usufruir da vida e daquilo que não faz promessas e, por isso, nunca desilude. Porque não é bem verdade que de certo nesta vida só temos o seu fim: dificilmente não haverá sempre sol, mar, esplanadas, crianças a sorrir. E todas essas coisas são excelentes e não implicam desgostos de partir o coração ou outras sensações menos confortáveis: não nos desapontam.

Hoje dediquei a mim mesma a minha tarde de sexta-feira, após os compromissos cumpridos. Afinal de contas, é a mim que devo mimar, antes de mimar seja quem for. E soube tão bem, tão bem, que eu achei que hoje, para além de ser um belíssimo dia para começar a escrever o meu «Simple Diary», também era um bom dia para deixar isto registado aqui. Uma bela sexta-feira, esta! É um facto: eu voltei a gostar de sextas-feiras. Não sei se dê graças a Deus, se dê graças a mim por isso. Aos dois, pronto, e não se fala mais nisso.

[Adenda: só agora reparei que hoje é sexta-feira, dia 13. Providencial.]

© [m.m. botelho]

5.5.11

instantâneos [32]

visto aqui

[Um excelente TPC para toda a gente quando acontece o que Astérix e os gauleses mais temem que lhes aconteça.]

© [m.m. botelho]

3.5.11

mensagens energéticas

fonte: visto aqui

Tenho uma amiga que diz que, ao longo da vida, nós acabamos por encontrar aquilo que nos completa, porque, ainda que inconscientemente, estamos a enviar para o Universo energias que transmitem aquilo de que precisamos. Explicando melhor: segundo a minha Amiga, mais tarde ou mais cedo, o que nos completa acaba por vir ao nosso encontro, atraído pelas nossas energias, que, no fundo, funcionam como mensagens invisíveis e indecifráveis que só na conjuntura universal se desvelam.

Que a imagem é poética, lá isso é, mas não sei se será verdade ou não. Todavia, também é certo que a mim não me interessa particularmente saber «o que é a verdade» (deixo isso para o Pilatos). O que interessa é que o que esta minha Amiga me diz me faz todo o sentido e, por isso, dou-lhe razão no que afirma.

Olhando para a minha vida, vejo que nunca procurei fosse o que fosse e não foi por isso que deixaram de me acontecer coisas, muitas coisas, boas e más. Sei o que quero - isto é, o que gostaria de encontrar - mas acredito que é essa a mensagem que eu, através das minhas energias, lanço para o Universo. Logo, acredito que o que eu quero é exactamente aquilo que virá ter comigo. E, olhando para trás, vejo que tudo o que eu desejei com enorme determinação e vontade, acabou por vir ao meu encontro. Também é verdade que algumas coisas que eu não desejei (e que, portanto, não queria) me aconteceram, mas talvez isso faça parte da dinâmica da própria vida, onde não há almoços grátis.

No que respeita aos amores, em particular, nunca desejei coisa nenhuma. Às vezes, ouvia as minhas Amigas ou Colegas comentarem que tinham feito um pedido a Santo António, para que lhes trouxesse ao caminho um rapaz assim ou assado. E quem diz a Santo António, diz a outra entidade qualquer, quem diz rezando diz fazendo outra coisa qualquer que há muita maneira de caçar pulgas e de fazer pedidos, então, ainda deve haver mais. Já eu, nunca pedi coisa alguma. Nunca quis, em nenhum momento da minha vida, encontrar propositadamente alguém. Não tenho medo algum de estar sozinha e, para mim, é ridículo estar a fazer pedidos no sentido de que me seja enviada uma cara-metade ou de que alguém por quem nutro afecto se apaixone perdida e loucamente por mim. Respeito que os outros o façam, porque cada um faz o que quer, mas para mim seria ridículo sequer conjecturá-lo.

No entanto, isto não quer dizer que, de forma inconsciente, eu não esteja, como diz a minha Amiga, a enviar as minhas mensagens energéticas codificadas para o Universo. Na realidade, devo estar mesmo, porque é um facto que as coisas me acontecem, isto é, que as pessoas me saem ao caminho, que à minha vida nunca faltaram encontros, mesmo que eu nunca tenha procurado ou desejado ninguém.

É por isso, certamente, que nunca vi como necessário pedir fosse o que fosse. A acreditar numa frase que a minha querida Mãe, enquanto me afaga os cabelos e me dá beijinhos na testa, me diz quando me vê lidar com um fracasso, «o que é meu às minhas mãos haverá de vir parar». Ora, se algo não me vem parar às mãos ou vem mas vai embora, é porque não tinha de ser meu, pelo menos não naquele momento (no primeiro caso) ou não para além daquele momento (no segundo).

Sendo assim, eu lamento sempre que há um desencontro na minha vida, mas não me deixo enredar no desespero de achar que estou a perder seja o que for. Não estou a perder absolutamente nada, pois estou a deixar o Universo seguir o seu curso. Se custa e dói? Claro que sim! Imenso! Mas é precisamente para isso que somos equipados com uma característica chamada resiliência, que devemos trabalhar o mais possível para facilitarmos a nossa própria vida o mais possível, também. Nada é certo ou seguro ao longo da nossa existência (a não ser a nossa finitude) e ter a capacidade de sobreviver às desgraças que nos vão sucedendo é fundamental para resistir sem nos transformarmos em parvinhos que só dizem e fazem disparates, achando que só eles é que sofrem e só eles é que têm de pagar almoços na vida. Temos todos: isto é tramadinho para toda a gente.

Ao invés, mais vale deixar as coisas levarem o seu curso natural, acreditar que o que nos estiver destinado às nossas mãos haverá de vir parar porque nós não estamos parados, amorfos, à espera do que nos aconteça. Não: nós estamos, ainda que inconscientemente, a enviar mensagens energéticas para o Universo, dizendo o que nos completa e algures, lá no meio das constelações, a mensagem haverá de ser decifrada e a nossa metade haverá de vir ao nosso encontro com toda a placidez do Mundo. Deve ser por isso que o povo diz que «cada um só tem o que merece»: porque o que nos acontece é o que nós provocamos com os nossos pedidos, ainda que inconscientes.

O que às vezes sucede é que alguns de nós são danos colaterais dos pedidos dos outros, mas é mesmo assim: viver e criar laços é assumir a eventualidade de sermos um dano colateral. Quando o somos, é tremendo, avassalador, sufocante, mas se tivermos a resiliência suficiente para lhe sobreviver, é maravilhoso, porque aprendemos com isso e tornamo-nos, provavelmente, mais humanos e mais maturos. E essa é que é a piada toda de viver. Essa é que é a única vantagem que advém de pagar tantos almoços ao longo da vida.

[Nota: Este texto foi impulsionado pela imagem que o acompanha e que diz «Eu não procuro. Eu encontro.». Calha bem, porque eu também.]

© [m.m. botelho]

30.4.11

«uma riqueza» e «muitas alegrias»

Sete e meia da manhã, dia de semana. Entro numa pastelaria na companhia de uma Amiga para experimentar uns famosos croissants da terra. Numa mesa, dois rapazes, provavelmente na década dos 20, visivelmente ainda sob o efeito do álcool ingerido madrugada fora.

Dirijo-me de imediato ao WC para lavar as mãos. Enquanto isso, ouço os dois sujeitos a tentar entabular conversa com a minha Amiga que, muito bem disposta, remata o assunto dizendo logo que nós não somos dali, que somos do Algarve. Um deles, aproveita logo para dizer à minha Amiga que a avó dele sempre lhe disse que ele era «uma riqueza». «Uma riqueza», repetia ela às gargalhadas quando me contou isto que eu já não ouvi.

Eu regresso à mesa. A minha Amiga levanta-se e é a vez dela de ir ao WC. Os dois totós desatam, então, a falar daquilo que conheciam sobre o Algarve, enquanto eu vou acenando pacientemente com a cabeça como se estivesse a sorver cada uma das suas palavras, fazendo apelo ao meu «lado Madre Teresa de Calcutá». É então que um dos sujeitos se levanta, vem ao pé de mim e pergunta se somos de Portimão. A minha Amiga, entretanto regressada, responde: «Qual Portimão! Somos de Faro!» e eu, completamente a leste do que ela lhes havia dito mais sobre nós enquanto eu estivera ausente, limito-me a sorrir.

O sujeito diz que Faro é uma terra linda, onde se pode ver isto e aquilo e que já lá esteve algumas vezes a passar férias e mais não sei o quê. A minha Amiga entra na brincadeira e fala-lhe da Ilha. Ele diz logo que já lá esteve. Eu continuo a sorrir, pensando já só nos elogiados croissants que em breve nos serão servidos.

Eis senão quando o tipo que está em pé me pergunta o meu nome. Eu, que não tenho queda para a mentira nem estou habituada a ter de lidar com estes marmelos logo de manhã, respondo «Marta». O outro fulano, sentado na outra mesa, pergunta «Marta quê?». Surpreendida pela questão, esbugalho os olhos e ele acrescenta «Sim, Marta é o primeiro, mas o último, como é o teu último nome?». Eu, feita parva, em vez de dizer «Silva» ou «Costa» ou outra coisa qualquer, digo mesmo «Botelho», enquanto a minha Amiga se ri e acha imensa graça à situação e me pergunta se eu não podia ter inventado um nome qualquer.

Entretanto, entra na pastelaria um amigo dos dois sujeitos e diz-lhes que paguem a conta para irem embora, que ele já ali está e tem o carro mal parado. O tipo que estava sentado pergunta-me se, por acaso, eu não quero dar-lhe o meu número de telemóvel. Eu sorrio e respondo «Claro que não». Ele pergunta se eu quero o dele e leva com a mesma explícita resposta.

É então que o tipo que estava em pé, junto à nossa mesa, se volta para mim e pede que olhe para ele, o que, meio-contrariada, lá faço. E sai-se com esta: «Marta Botelho, eu sou o Nuno [qualquer coisa que eu não percebi]. Fixa o meu nome, Marta Botelho. Sou o Nuno [outra vez o sobrenome que eu não percebi]. Fixa bem o meu nome, Marta Botelho, porque o meu nome ainda te vai dar muitas alegrias».

E foram-se embora. Eu e a minha Amiga ficámos atónitas com a situação [ela, obviamente, aproveitando-se da mesma para troçar de mim às gargalhadas e me lembrar que o rapaz era «uma riqueza», porque a avó dele lhe estava sempre a dizer que ele era «uma riqueza»]. Finalmente, lá vieram os afamados croissants e não houve mais conversa, só mesmo tempo para os devorar, deliciosos que são.

Nunca me tinha acontecido tal, mas bem diz o povo que «há sempre uma vez para tudo». A única coisa que me preocupa verdadeiramente, é que, pelos vistos, o tal «Nuno» ainda me vai dar muitas alegrias e eu nem sequer sei o sobrenome dele. Enfim, resta-me a esperança de que ele, que sabe o meu nome e o meu sobrenome, venha ao meu encontro para me mostrar que alegrias serão essas. Em todo o caso, sempre me fica uma hilariante história para contar aos netos: as coisas que podem acontecer-nos nas pastelarias daquela terra às sete e meia da manhã de um dia de semana.

© [m.m. botelho]

26.4.11

mudar o mundo

Aparece na cozinha, onde se preparava o jantar, de comando da TV na mão e dirige-se para a varanda. Abre a porta e sai. Aponta o comando para o céu e começa a carregar em vários botões. O pai, intrigado, pergunta-lhe: «Filho, o que estás a fazer?», ao que ele responde: «Estou a mudar o mundo, Papá.».

O F., dois anos e nove meses acabados de fazer, já consciente de que o mundo precisa de ser mudado. Claro que rebento de orgulho nestes feitos aparentemente pouco importantes do meu sobrinho-afilhado. Este orgulho não se explica, sente-se, ponto final. A única coisa de que tenho pena é que a mudança não seja tão fácil como ele imagina, porque de resto, ele, tão pequenino, é capaz de transmitir aos crescidos que o mundo necessita de mudança e que ele está empenhadíssimo em fazer a sua parte para que isso aconteça.

© [m.m. botelho]

23.4.11

instantâneos [31]

visto aqui

[E não é preciso acrescentar mais nada, porque nesta frase está dito muito do que renegamos, mas sabemos ser indelével e inteiramente verdade.]

© [m.m. botelho]

22.4.11

memoráveis

Quarta feira, 20 de Abril de 2011 e quinta-feira, 21 de Abril de 2011, foram dos dias mais memoráveis da minha vida. Obrigada a quem os partilhou comigo. Obrigada pelo privilégio.

© [m.m. botelho]

20.4.11

«tenho uma lágrima no canto do olho»

Ao longo dos anos, fui juntando um conjunto de canções a que chamo, muito intimamente, «a listinha». São canções que considero especialmente bem conseguidas e com a dose certa de sex appeal, cujas possibilidades de aplicação me escuso a explicar por me parecerem demasiado óbvias. Entre elas contam-se, para dar apenas alguns exemplos, «Need you tonight», dos INXS, «Sexy boy», dos Air, «Moments in love», dos Art of Noise, «Lullaby», dos The Cure, «I want your sex», do George Michael, «Queer», dos Garbage, «Ride a white horse», da Goldfrapp e «Where life begins», da Madonna.

Há uns tempos, descobri que uma pessoa que eu conheço anda a fazer uma listinha, mas de «músicas de dor de corno», de onde, obviamente, constam aquelas canções onde são relatadas histórias de envolvimentos terminados mas que, para quem canta, nunca terão fim, muitas lágrimas à mistura, de preferência até uns gritinhos de diva de vez em quando («yeah», «oh baby» e coisas do género) e umas pianadas parolas nas introduções, para dar seriedade à coisa (se não tiver um piano, não é verdadeiramente uma «canção de dor de corno»).

Eu, que sou grande adepta de listas (por cores e ordem de importância, com separadores, de todas as formas e feitios possíveis de imaginar), não acho mal, não senhora, mas não empregaria o meu precioso tempo nem a ouvir tais canções, nem a fazer tal lista. O tipo de listinha que eu prefiro fazer está exposto ali em cima. E daqui se conclui que a cada um dá-lhe para onde lhe dá e não vale a pena tecer grandes comentários sobre isso.

[O título do post é de uma canção do Bonga, essa sim sobre um motivo pelo qual vale a pena chorar, mas aviso desde já que lencinhos brancos para enxugar as lágrimas é na porta ao lado: nós estamos fechadas para férias da Páscoa desde segunda-feira passada.]

© [m.m. botelho]

19.4.11

cada um é como cada qual

Pelo que tenho visto por aí fora, o padrão da moda para este Verão é floreado. Flores pequeninas, de várias cores, sobre fundos escuros ou brancos. Em t-shirts, camisas, túnicas. Ora, eu sempre fui fã dos lisos. Os padrões que aprecio são muito poucos: tweed, escocês, riscas na vertical e na horizontal (estas últimas, mais para os cavalheiros) e mais um par deles que não me ocorre agora. Tenho uma infinidade de peças de roupa do mesmo modelo, mudando apenas a cor, mas todas elas lisas. Os padrões mais arrojados deixo-os para os acessórios: lenços, cachecóis, anéis. Raramente perco mais do que três minutos a pensar no que vou vestir e os lisos facilitam imenso a tarefa, porque apenas tenho de pensar nas cores.

Talvez possa dizer-se que sou uma clássica, para outros talvez eu não passe de uma básica. Whatever. O que visto, tal como o que digo e o que faço, sou eu que o decido e tendo em conta o melhor para mim, o que me é mais confortável. Não vou em modas, nem convenções, nem ditames, nem no mainstream, nem no que é suposto. Mas não sou uma desajustada, longe disso. Passo perfeitamente despercebida entre a multidão e convivo pacificamente com ela. Simplesmente, não sou parte dela. Nem no que visto, nem no que digo, nem no que faço e sou cada vez mais assim.

Assim, este Verão, quando os outros andarem de camisa às flores, eu andarei de t-shirt lisa. Conviveremos todos muito saudavelmente, porque embora saiba muito bem o que quero para mim, nunca me dei ao trabalho de o querer impor aos outros (sou um bocadinho egoísta nessa matéria: acho que não compensa a maçada e eu gosto de me poupar a chatices desnecessárias). Esforço-me por respeitar a regra de que cada um é como cada qual. Nos trapos e em tudo o resto.

© [m.m. botelho]

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