25.5.17

«não», sem desculpas e, já agora, com ponto final

A crónica de Mariana Mortágua "O nosso direito ao «não»" que o JN publicou no dia 23.05 começa com o seguinte diálogo (imaginado):
"- Olá, como é que te chamas?
- Desculpa, não te conheço. Estou com os meus amigos.
- Vá lá, diz-me só como te chamas.
- Não quero mesmo falar, desculpa.
- Não? Porquê?
- Não quero...
- Anda lá, eu sei que queres!
- Não, não quero, estou ocupada.
- Achas que és boa, é?"


Não li o resto da crónica. Parei logo aqui, porque isto começa logo mal. Para se livrar do incómodo de quem tenta meter conversa, Mortágua põe na boca de uma jovem/mulher a palavra "desculpa" nas duas primeiras frases. Pedir desculpa de quê e para quê? Acaso não pretender dar conversa é motivo de culpa, para dizer "não" e imediatamente pedir ao interlocutor que nos perdoe?

O problema de muita gente não respeitar o espaço do outro reside muito nesta cultura do pedir desculpa por tudo e por nada, o que tem duas péssimas consequências: por um lado, torna a expressão banal e esvazia-a de conteúdo (hoje em dia, pedir desculpa não significa que se esteja consciente de que se praticou algo com culpa e se pretende que o outro nos releve a falta, para alívio da alminha ou de outra coisa qualquer, senão, basta pensar nos agressores de violência doméstica que imediatamente após a agressão pedem desculpa à vítima, para no mesmo dia ou no seguinte voltarem a socá-la); por outro lado, faz da pessoa que pede desculpa sem ter motivo para tal (porque nada que mereça reparo fez) faça figura de subserviente e a subserviência é, como se sabe, perversa, principalmente se é o próprio que sob ela se coloca.

E depois aquele "Não quero...". Ative-me nas reticência, esse sinal de pontuação tão mal usado, tão exageradamente usado. As reticências servem para dizer que quem fala teria algo mais a dizer, mas não diz, deixa apenas a impressão de que, talvez noutra circunstância o dissesse mas que, naquela, prefere deixar a frase a meio. Se a pessoa não quer, como parece ser o caso no diálogo transcrito, visto que já é a terceira vez que o diz (ainda que nas duas primeiras o faça por outras palavras), para que raio estão ali aquelas reticências? Não dava para dar um tom assertivo à resposta da jovem/mulher? É que o que se pretende, nessas situações, e mesmo assertividade, não deixar margem para dúvidas, pôr termo à conversa que está a desagradar e é contrária à vontade.

Podem parecer pormenores sem importância, mas não são. As palavras e a pontuação escolhidas para este diálogo são reflexo do que está gravado a ferros na grande maioria das pessoas: o "Desculpe lá!", o "Obrigadinha, mas não...", o "Por favor, não me incomode, se não der muito transtorno a V. Exa.". Esta subserviência parva e injustificada que apequena quem quer dizer "Não.", essa palavra tão essencial à sobrevivência porque demarca o limite do consentimento.

A propósito disto, costumo perguntar às pessoas se sabem como se distingue um português de qualquer outra pessoa de qualquer outra nacionalidade num pub em Londres. A resposta é simples: é o único tipo que chama o garçon dizendo "Sorry.". As pessoas, geralmente, riem, mas talvez não fosse má ideia que parassem um pouco e pensassem sobre isto.

© [m.m.b.]

28.3.17

um susto que não deu para os gastos


Rufus P. de A. e M. B. | 2016 | © [m.m.b.]

Entrou uma pessoa, que julgava ter fechado a porta sem o ter feito. O Rufus apercebeu-se disso e esgueirou-se para a rua. Só dei pela falta dele passado um bom pedaço, porque estava convicta de que estaria lá em cima. Saí feita douda à procura dele. Dei a volta inteira ao quarteirão e quando estava prestes a regressar e desistir, encontro-o. Não se deixou apanhar e voltou a fugir. Atravessou a estrada e só não foi atropelado porque o carro parou a tempo. Depois veio um grupo de miúdos e ele fugiu novamente. Como a maior parte das pessoas não sabe como são os Jack Russell, acha que os pulos e saltos que ele dá são sinónimo de que "o cão não está bem", "o cão está doente" e alguém me puxou pela camisola para mo dizer, quando tudo o que eu queria era não perder o Rufus de vista. Soltei-me com um gesto abrupto, eu, que detesto sequer que me toquem, quanto mais que me agarrem. À procura da porta conhecida, ao Rufus deu-lhe para entrar numa loja ao lado e a senhora, que sabia que eu estava à procura dele, conseguiu segurá-lo. Corri e cheguei instantes depois. Lá o segurei e agradeci muito à senhora. Trouxe-o para casa e não sei se lhe dê um ralhete, se o aperte com força contra o meu peito, porque quero fazer ambas as coisas. Enquanto escrevo, ele está deitado numa das suas caminhas e olha para mim com as orelhitas baixas. Gosto dele como de uma pessoa, como de uma daquelas pessoas de quem gosto muito, muito, muito. Palavras ele não vai entender, mas vai pressentir a minha angústia e a minha alegria simultâneas, que isso percebe ele bem. Decido que vou só abraçá-lo e pedir-lhe que nunca mais repita o feito. Não sei se o meu coração aguentaria.

© [m.m.b.]

27.10.16

nexo knights

Loja FNAC, sexta-feira, 23h45, mais coisa, menos coisa. Dirijo-me à secção da Lego, para ver se há novidades. À medida que me aproximo, ouço a voz de um miúdo, que terá entre os 7 e os 8 anos, que fala sozinho, sentado no chão em frente às prateleiras. Quando chego, aproximo-me das prateleiras mais do que ele, mas sem passar pela sua frente.

Diz-me ele de rajada: «É favor não incomodar, porque eu estou a escolher um presente para os anos do meu grande amigo João». Eu, espantada, balbucio: «Mas eu não incomodei nada. Estou aqui no cantinho e nem sequer falei contigo!», ao que ele responde: «Eu sei, mas apareceu aqui de repente e desconcentrou-me e eu só tenho mais [olha para o relógio] 13 minutos e 50 segundos para escolher o presente porque a loja vai fechar».

Seguiu-se um momento de silêncio, durante o qual eu não me mexi de onde estava. Admito que fiquei surpreendida com a reacção do miúdo, mas sou muito respeitadora da concentração alheia.

E nisto começa ele em altos berros: «Nexo Knights! Nexo Knights! Nexo Knights!». Depois volta a cabeça na minha direcção e diz, com um tom de voz muito resignado: «Bom, na verdade acho que o meu grande amigo João não vai gostar nada disto». Levanta-se e pira-se.

Eu aproveito e vou [re]ver os Nexo Knights, antes que a loja feche, para o que, pelas contas do petiz, já só devem faltar uns 10 minutos e 23 segundos.

© [m.m. botelho]

25.10.16

instantâneos [57]


© Museu Boerhaave, Leiden, Países Baixos

Caneta de tinta permanente Waterman [1901], pertencente a Albert Einstein, e nota manuscrita por Paul Ehrenfest [1905].
[Colecção do Museu Boerhaave, Leiden, Países Baixos.]

23.10.16

as minhas aventuras nos tribunais portugueses [9]

Escreve o Advogado, nas suas nadas doutas alegações: «Finalmente, não junta a Requerente qualquer extracto de contas bancárias, pelo que nenhuma prova existe de que inexistem contas bancárias».

© [m.m. botelho]

11.1.16

bowie

© Taschen

Pessoas como David Bowie existem para nos lembrar de que, sabendo de antemão que um dia a luz se apaga, a arte é o que torna a existência humana suportável.

10.12.15

as minhas aventuras nos tribunais portugueses [8]


© «Mary Poppins» [1964]. Realização de Robert Stevenson.

Gosto muito quando recebo uma notificação de um Tribunal para, querendo, me "pronunciar sobre o conteúdo da liquidação da pena apresentada pelo Ministério Público, cuja cópia se junta" e não há nenhuma cópia junta. Gosto muito.

11.11.15

ironia da tosse

Atentar no discurso e na ironia da coisa [tem de ser visto, não basta ser lido]. A dado passo, diz: «Eu costumo comentar, depreciando, o que vou fazer outra vez, o que eu chamo as meninas do Bloco de Esquerda, no Parlamento. Repare, aquelas esganiçadas, sempre contra alguém ou contra alguma coisa» e nesse preciso momento engasga-se, tosse para limpar a garganta - caramba! engasgou-se? terá agudizado demasiado a voz? como se diz, mesmo? terá... esganiçado? - pede perdão e continua o chorrilho.

[Afianço que não vale a pena escutar mais nada: este trecho é elucidativo de como quem cospe para o ar leva com a saliva na testa - limpe ao lencinho e escusa de pedir perdão! - ou de como a ironia da vida - ou da tosse - é sempre, sempre, refinada.]

30.10.15

os gatos adoram peixe, mas odeiam molhar as patas *

«Hello» é, a par de «Skyfall» e «Set fire to the rain» [por esta ordem], uma das três melhores canções de Adele, mas foquemo-nos no que verdadeiramente importa no videoclip da primeira: este casaco e este lenço.


[Sossega a "don't-kill-for-fur" que há em ti: sendo a Adele vegan, há enormíssimas probabilidades de o casaco não ser de pele verdadeira, como o da Ellie Goulding que, coincidentemente, também se fica pelas verduras.]

* Diz o povo.

18.6.15

realidades paralelas

«Bartoon» de ©Luís [2015]
[Rir é o único remédio.]

As conclusões relatadas no documento «Acesso aos cuidados de Saúde: um Direito em risco? Relatório de Primavera 2015», elaborado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde [OPSS], são gravíssimas. Todavia, ontem os telejornais abriram todos com o regresso de férias de Jorge Jesus. Lá no meio das outras notícias, uma reportagenzinha com declarações do Secretário de Estado e Adjunto da Saúde. Ninguém perguntou nada sobre isto ao Primeiro-Ministro, ao Ministro da Saúde, a António Costa.

A malta que se dane a tomar a medicação diária apenas uma vez por semana e que coma os nutrientes do que a terra dá; que acorde às 6h da manhã para conseguir uma senha para ser vista por um médico que dá os ares de sua graça pela terra uma vez por semana; que durma na rua na noite anterior para conseguir uma das trinta senhas que dão acesso à colonoscopia com anestesia no dia seguinte; que espere horas a fio nas urgências, mesmo que a situação seja grave; que passe fome e sede porque não há quem lhe venha trazer comida ou bebida enquanto aguarda; que morra sem ninguém dar por isso numa maca, encostada no corredor das urgências; que dê à luz nas ambulâncias ou nos táxis, em suma, a malta que aguente e não seja piegas!

Os indicadores do Governo são contrários ao do OPSS, alega o Secretário de Estado. «O país está muito melhor», dizem uns, enquanto outros acenam mecanicamente com a cabeça em sinal de assentimento.

Eu e eles vivemos em realidades paralelas, certamente. A deles dourada; a minha escura como as paredes da caverna em que o país está a tornar-se.

© [m.m. botelho]

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[m.m.b.]
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