21.3.12

uma possibilidade de definição [8]


[Porque sou uma apaixonada por absolutamente todo o universo da escrita.]

© [m.m. botelho]

19.3.12

instantâneos [49]

visto aqui

Um par de frases muito sábias. Passa tanta, tanta gente pela nossa vida que não fica nela para sempre que já devíamos nascer com isto incutido no ADN! Obviamente, também há um motivo para que nós não fiquemos na vida das outras pessoas (as moedas têm sempre duas faces).

Às vezes, sair da vida dos outros custa, só se consegue dando pequenos passos, lentamente, mudando rotinas e hábitos, mas consegue-se.

[Porque precisamos de nos libertar dos outros. Porque precisamos que os outros se libertem de nós.]

© [m.m. botelho]

17.3.12

quando o tabuleiro vira

Perante os desaires da existência humana, mal de quem se foca promordialmente em qualquer outra coisa que não nos valores. Quando a vida dá as suas voltas, de muito pouco valerá zurzir contra o facto, clamar que é injusto e que ninguém merecia que tal acontecesse. A única coisa (talvez), a que poderemos agarrar-nos é aos nossos valores, ao nosso carácter e aos nossos princípios, se forem bons, e procurar dar a volta por cima das voltas da vida.

É essa, provavelmente, a grande diferença entre os que tombam do cavalo e se esfolam completamente, às vezes mesmo deixando de ser quem eram e revelando-se irreconhecíveis aos que mais intimamente se mostraram, e os que mantêm a força nas pernas para reagir e prosseguir o caminho a pé, ainda que com as suas limitações, hesitações e lentidão. O percurso é, essencialmente, solitário, pelo que convém que cada um tenha, em si mesmo, as capacidades para reagir. Caso contrário, arrisca-se a ser um fantasma de outros, quando o tabuleiro virar (porque ele vira sempre, mais tarde ou mais cedo), sem capacidade de agir a não ser ancorado nos discursos e nos actos alheios. Quem se escuda no que os outros dizem e fazem por si, argumentando que já alguém explicou o que havia para ser explicado e, por isso, nada mais tem de acrescentar, não tenha dúvidas de que não será capaz de articular palavra ou reacção quando o tabuleiro virar. Talvez, então, se dê conta de que andou a fingir que crescia e se fazia gente, quando, em boa verdade, nada mais fez do que abrigar-se sob a capa dos outros.

Cada um constatará que capacidades (valores, carácter e princípios) tem e cultivou ao longo dos anos no dia em que a vida o puser à prova. A "paralisia", a existir, é visível, por muito que se tente disfarçá-la, e se há verdadeiros mestres do disfarce, também há ingénuos que se comparam a eles quando não passam de canas verdes.

Termino como comecei: mal de quem se agarra a arrazoados. A fibra dos homens vê-se na sua coragem para lutar sob quaisquer que sejam as circunstâncias.

© [m.m. botelho]

16.3.12

se Maomé não vai à montanha, que a montanha não vá até Maomé

Há um ditado que diz «Quem faz um cesto, faz um cento, assim lhe dêem oportunidade e tempo». Quer isto dizer que quem faz uma coisa uma vez, é capaz de a fazer várias vezes. Não será novidade nenhuma para ninguém que assim é, porque já todos devemos ter constatado que, por exemplo, uma pessoa que não tem pejo algum em desprezar outra, o fará igualmente a outras pessoas, assim seja necessário aos seus intentos, principalmente se malévolos forem.

É por isso que eu não quero pessoas assim no meu universo, porque quem magoa uma vez, magoa cem vezes, mil vezes se necessário. Quem não honra os sentimentos mais nobres, não honra os mais corriqueiros.

A vida haverá de demonstrar que assim é (dá tantas voltas, a vida!), porque o ditado lá diz «assim lhe dêem oportunidade e tempo». A mim pouco me importa quando chegará esse tempo, porque não estou à espera de nada vindo de ninguém. Peço apenas que me deixem em paz, que sigam as suas vidinhas e que me deixem viver a minha. Este Maomé deixou de ir à montanha; por favor, montanhas, não venham até mim.

Acho que não estou a pedir muito. Estou apenas a pedir que me deixem em sossego no meu canto, nos meus objectivos, nos meus propósitos que, por acaso, até nem prejudicam nem dizem respeito a ninguém. Que façam os cestos que quiserem, que a mim - palavra de honra - nada me importa. Que sejam felizes, o mais possível, que eu cá procurarei fazer o mesmo.

© [m.m. botelho]

«we are the people that rule the world»


Empire Of The Sun. «We Are The People».
Do álbum «Walking on a Dream» [2008].

Por muito que nasçam dias em que custa a acreditar, acreditemos, acreditemos sempre que, pelo menos no nosso mundo, nós ditamos as regras e nada nem ninguém nos tirará esse poder.

8.3.12

uma possibilidade de definição [7]

© Mrs. Jarvis
visto aqui

Conjugar com o escrito aqui, sff.

© [m.m. botelho]

7.3.12

sorrir

O que tem de mais extraordinário o esforço dedicado à descoberta e compreensão do «eu» é o facto de, a cada passo em frente que damos, descobrirmos que há ainda mais percurso do que aquele que imaginávamos por percorrer.

Cada passo, cada tomada de consciência, cada autorreflexão funciona como uma espécie de vela que se acende adiante, sempre adiante. Não importa que as pernas doam, que haja silvas e ervas daninhas que nos cortam e rasgam a carne, não importa que o pó nos cubra o corpo e nos encha as narinas: uma vez iniciado o trajecto, tudo o que queremos, almejamos e desejamos com cada réstia de força que temos é chegar a uma meta, ainda que não seja a final. Porque há, com efeito, várias metas, não há apenas "a" meta.

A estrada está cheia de pequenas fitas para cortar, pequenas conquistas para alcançar, que aos olhos alheios podem até parecer insignificantes, mas aos nossos são exactamente o oposto. Nessas pequenas metas intermédias descansamos o corpo, a alma, reforçamos a vontade de avançar e refocamo-nos no essencial: nós mesmos.

É maravilhoso porque é gratificante. É maravilhoso porque nos faz tomar consciência das nossas forças e das nossas fraquezas e tomar a iniciativa de transformar estas naquelas. É maravilhoso porque nos permite sermos para além do que achávamos possível. E é maravilhoso porque nos leva a sorrir, não por graça, mas por satisfação. E essa é, seguramente, uma das melhores sensações que uma pessoa que esteja viva e se sinta viva pode experimentar.

© [m.m. botelho]

eu

[m.m.b.]
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