30.4.12

lágrimas

«A

s lágrimas são um sentimento, não são uma debilidade.»

Paulo de Sacadura Cabral Portas, em 29.04.2012,
no discurso que proferiu na sessão evocativa em memória do irmão,
Miguel, falecido em 24.04.2012, aos 53 anos, vítima de cancro no pulmão.

[Não podia concordar mais. Chorar nunca me pareceu sinal de fraqueza, mas antes de dor e a dor é, efectivamente, um sentimento. Todavia, para dar lugar às lágrimas é necessário admitir que se sente, que algo nos magoa, que o corpo ou a alma nos dói e isso exige coragem. Talvez seja por isso que apenas alguns deixam rolar o choro, enquanto outros o evitam. Cada um é como é e sobre isso não há muito a fazer. O que importa é que se tenha a dignidade de admitir que existe, de facto, uma diferença entre uns e outros.]

© [m.m. botelho]

«it's time to move on»

visto aqui

Isto por aqui tem andado um pouco parado, bem sei, mas se há algo que a minha vida não tem tido é quietude ou silêncio. Ando concentrada e ocupada no que, agora, me é verdadeiramente importante, ou melhor ainda, no que me é exclusivamente importante: os meus objectivos pessoais e profissionais e as pessoas que gostam de mim e tanto mo têm demonstrado.

Aparentemente estática, a minha vida tem sofrido bastantes modificações. A verdade é que pode manter-se tudo aparentemente igual e, no entanto, uma vista mais cuidada permite topar que são grandes as mudanças. Às vezes, andam-se quilómetros sem, aparentemente, sair do sítio.

Este não é o tempo de parar, mas antes o de prosseguir caminho, porque o entusiasmo e a alegria que me têm acompanhado exigem que não pare, que dê o máximo, que continue até que a meta esteja alcançada. A rota está mais à vista, os pés pisam com outra confiança, por isso, como diz a imagem que ilustra este tempo, é tempo de continuar, tempo de seguir em frente. Até porque os dados que importam estão lançados e eu nunca fui mulher de me amedrontar perante os desafios, por maiores que eles sejam.

No sábado cumpriu-se a primeira parte de um. Segue-se a sua continuação e outros, porventura mais absorventes, mas não menos interessantes. Ter planos, objectivos, propósitos é o que nos faz mover. E eis que é o tempo, sem mais delongas, de me mover.

© [m.m. botelho]

1.4.12

trinta e dois

© [m.m. botelho]

eu

[m.m.b.]
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