27.7.08

um pedacinho de céu em plena terra

Apesar de estarmos praticamente na recta final do mês de Julho, aqui pelo Norte hoje está um daqueles dias taciturnos, mais convidativos ao silêncio do que ao burburinho da areia coberta de toalhas coloridas ou das esplanadas repletas de gente. Está um dia tão calmo que de vez em quando, apenas um murmúrio, um rugido de onda interrompe o sossego que me tem prendido ao livro que estou a ler.

Por isso, hoje os meus vizinhos também escolheram a tranquilidade das suas casas. Olhando em frente vejo que o filho mais novo está, como sempre, agarrado ao computador enquanto o pai preguiça no sofá da sala. Na janela ao lado, uma rapariga com um gato preto deitado no colo esforça-se por pintar as unhas dos pés sem o acordar.

Até os pássaros estão calados. Esvoaçam de cá para lá no céu cinzento, alguns pousam nos fios eléctricos, mas nem piam entre si. As gaivotas hoje estão em terra e de vez em quando também passam por aqui. A tarde ameaça chuva.

Se pudesse e o tempo a isso convidasse, estaria, obviamente, a passear junto ao mar. Gosto de caminhar pela linha da praia e ver como as janelas das casas do outro lado da rua se abrem uma a uma, algumas ainda timidamente, para deixarem entrar a luz do sol reflectida num imenso manto azul e frio. Mas hoje não há sol e o dia também não está suficientemente quente para me fazer trocar os sapatos pelas Havaianas. Resta-me ficar aqui por casa e imaginar a espuma a beijar-me os pés, os recortes da ondulação na areia, os meus olhos a afundarem-se no abismo marítimo.

Às vezes, sinto que o mundo poderia muito bem ser do tamanho de um metro quadrado, desde que esse metro quadrado fosse ao pé da praia. E dou graças por poder usufruir diariamente do cheiro da maresia e da serenidade do repetitivo vaivém das ondas. Imagino que o Paraíso seja algo de muito semelhante a isto: areia a perder de vista e um manto salgado ao fundo. E questiono-me sobre o que terei feito para merecer lograr um pedacinho de Céu em plena Terra.

[Também publicado em PNETmulher.]

© Marta Madalena Botelho

23.7.08

erlend & eirik

&copy cristina pinto pinto&copy cristina pinto pintokings of convenience | casa da música | 22.07.2008
fotografias de cristina pinto pinto

22.7.08

kings of convenience

kings of convenience | casa da música | porto | 22.07.2008

«I didn't know you then, now did I girl?
I couldn't hear you singing softly to me.
I didn't know you then, now did I girl?
I didn't see the brave girl so near me.
I didn't know you then, now did I girl?
I couldn't hear you singing softly to me, singing softly to me.
And now I find it was you all the time.»

20.7.08

tira-teimas

Chega o tempo quente e com ele o prenúncio de férias. Férias, essa palavra simultaneamente tão desejada e tão temida pelos casais.

Se é verdade que as férias podem e devem ser sinónimo de descanso, também é verdade que, em alguns casos, acabam por ser um período de reflexão em que se chega a uma penosa conclusão: a da incontornável finitude das relações amorosas.

Não é por acaso que a maior parte dos casais se separa – muitas vezes de modo definitivo – após as férias de Verão. São, pelo menos, duas semanas em que cada um dos elementos do casal tem necessariamente de conviver com o outro, muitas vezes exclusivamente um com o outro, sem o subterfúgio que podem ser os filhos e os amigos. E é nessas circunstâncias que se começa a ter percepção daquilo que realmente subsistiu da relação entre ambos. E, às vezes, o que subsistiu foi muito pouco.

Costumo gracejar e dizer que o Verão traz consigo dois factores essenciais à correcta percepção dos amores: a claridade da luz do sol e os corpos ao léu. A claridade é fundamental porque nos permite ver melhor quem temos ao nosso lado e toda a panóplia de características que o/a compõem. Os corpos ao léu, por sua vez, têm uma dupla virtude: se, por um lado – e metaforicamente falando –, revelam o que verdadeiramente existe, sem quaisquer artificialismos, por outro lado – e concretamente falando –, são o melhor meio de aferir o quão a pessoa com quem partilhamos a vida gosta de admirar «o alheio», consoante siga mais ou menos disfarçadamente (inclinando corpo, cabeça e o mais que houver para inclinar) todo e qualquer corpinho descascado que lhe passe pela frente dos olhos.

Brincadeiras à parte, diria que o modo como os casais vivem o período de férias é fundamental para a continuidade das relações e todos teríamos a lucrar se tomássemos consciência disso. Tempo sem trabalho é tempo para pensarmos em nós e nas nossas necessidades. Em síntese e sem rodeios: é tempo de egoísmo. Nas férias queremos fazer o que nos dá na realíssima gana (seja isso beber até cair todas as noites, seja ler «Os Miseráveis» de uma assentada). Só que fazer o que nos apetece exibe um pouco daquilo que somos. E esse pouco acaba por ser muitíssimo, já que, regra geral, coincide com aquilo que tentamos que passe despercebido durante o resto do ano.

Partilhar as férias com alguém pode significar o confronto com o que é aquela pessoa sem disfarces. E isso nem sempre é agradável e/ou vai de encontro às nossas expectativas. É aí que entra aquela malvada sensação que tanto nos consome e que tanto procuramos ignorar e que se chama «desilusão». Porém, julgar que a desilusão apenas vem do lado do outro é, no mínimo, ingénuo. Durante as férias o tempo também nos sobra para pensarmos no que fizemos durante o ano que passou, no que crescemos, no que fizemos o outro crescer, nos objectivos que cumprimos, nos que ajudámos o outro a cumprir, no quanto nos entregámos ao amor e no quanto deixámos que o outro a ele se entregasse. As conclusões a que chegamos nestas matérias ficam muitas vezes longe daquilo que imaginávamos que estivessem e é aí que somos confrontados com as nossas próprias (imensas) falhas.

Frequentemente, os meses de Verão, em consequência da maior disponibilidade, são meses de observância atenta e ponderada das relações amorosas. Frequentemente, os meses pós-Verão, em consequência da reflexão antes levada a cabo, são meses de decisões sérias e definitivas sobre o estado das relações amorosas. É um dado adquirido, quase um cliché social. Quero acreditar que não há nada de errado nisso e que se trata somente de uma consequência normal do desgaste que afecta as pessoas. Contudo, confesso que dou por mim a pensar se não seria bem diferente se todos fossemos quem realmente somos e tivéssemos a ousadia de fazer o que nos dá na real gana ao longo de todo o ano. Talvez então as férias fossem tempo de não pensar em nada, verdadeiras férias, merecido descanso.

[Também publicado emPNETmulher.]

© Marta Madalena Botelho

14.7.08

sex and the city [o sexo e a cidade]

sex and the city | michael patrick king | 2008 | 14.07.2008

13.7.08

uma, duas, três fatias de bolo de chocolate

- Mas afinal de contas, vais ou não vais acabar de comer essa fatia de bolo? – perguntou-lhe ela.

- Não. Acho que não. Perdi o apetite.

- Bom, então se não a acabas, acabo-a eu. Posso, não posso?


Ele nem teve tempo de responder. Ela esticou o braço e tirou-lhe o prato da frente. Ele ficou estarrecido, mirando-a. Deixou cair os olhos no garfo a entrar-lhe pela boca dentro, os lábios muito vermelhos a apertarem o pedaço da fatia de bolo de chocolate, a saliva a envolver tudo num imenso bolo que os dentes trituravam implacavelmente.

Enquanto comia os restos da fatia dele – a bem dizer, a fatia quase toda – ia repetindo muitas vezes que não era bem como as pessoas diziam, que «quem conta um ponto acrescenta um conto» e «as pessoas têm a mania de de um dedinho fazerem um braço inteiro».

- Quem conta um conto acrescenta um ponto. – disse ele com paciência.

- Pois, isso já eu disse. Tenho razão, não tenho?

E metia outra garfada à boca, continuando a vociferar como se naquela esplanada só estivessem eles e ninguém lhes ouvisse a conversa.

- O que tu disseste foi «quem conta um ponto acrescenta um conto – corrigiu o rapaz.

Ela parou, estarrecida. Esbugalhou muito os olhos e fitou-o como se o fulminasse. Abanou a cabeça, agitando os caracóis de um lado para o outro e literalmente aos gritos perguntou-lhe se estava a gozar com ela.

Naquele momento, eu levantei a cabeça e desenterrei os olhos do jornal. Ela segurava o garfo na mão direita e com os dedos gordos da mão esquerda apertava exageradamente o guardanapo. Tinha os lábios brilhantes da manteiga do bolo, quase tão brilhantes como os caracóis do cabelo oleoso debaixo da claridade do sol. Voltou a perguntar-lhe aos brados se ele estava a gozar com ela e levantou-se da cadeira. Eu senti a plataforma de madeira da esplanada estremecer e vi as ripas de madeira baloiçarem debaixo dos pés daquela criatura imponente e ameaçadora. A água tónica do meu copo entornou ligeiramente e, de repente, eu achei que aquilo já era um bocadinho demais.

Foi então que ele balbuciou um tímido «não, mas é claro que não, meu amor» e, levantando-se, lhe foi amparar o braço, lhe tirou a custo o guardanapo de entre os dedos e lhe pediu que se sentasse, que a exaltação não lhe fazia bem aos nervos, que ainda lhe dava «uma coisinha» e que ele não tinha trazido o carro para o caso de «haver novidade».

Ela afastou os caracóis da frente dos olhos, sentou-se, aproximou a cadeira da mesa, suspirou alto, pegou no garfo e partiu mais um pedaço de bolo de chocolate que meteu na boca.

A fatia sumiu em menos de nada. Ele perguntou-lhe se queria outro sumo de laranja natural, sem gelo «por causa da garganta», mas ela disse que sumo não queria, só se fosse outra fatia de bolo. Ele fez imediatamente sinal ao empregado e pediu «outra fatia de bolo para a menina». Entre sorrisos, ele lá se atreveu a dizer -lhe que tinha um bocadinho de bolo no canto da boca. Eu temi a reacção dela, mas enganei-me. Ela lambuzou-se toda e lá deu com o pedacinho de chocolate. Mal o empregado pousou o prato na mesa, comeu a terceira fatia de bolo de chocolate como se antes nada tivesse acontecido. Depois levantaram-se ambos e fizeram-se ao caminho.

Eles ainda não iam longe quando o senhor de idade sentado na mesa ao lado da minha se inclinou na minha direcção e me disse que antes de chegar eu perdera uma belíssima história em que ela lhe contava como a melhor amiga tinha sido abandonada no altar pelo noivo. Antes que ele se pusesse com ideias, ela ameaçara-o dizendo que se alguma vez ela sequer sonhasse que isso já lhe tinha passado pela cabeça, seria melhor ele fugir do país porque, caso o encontrasse, ela trataria de o matar. Temendo pela vida, o rapaz tinha tentado aplacar a ira da namorada pedindo duas fatias de bolo de chocolate, mas não fora capaz de tocar na dele. Tentando agradar-lhe começou a tecer brilhantes considerações sobre as manchas para a honra e reputação que do gesto inqualificável do noivo fujão adviriam para a infeliz jovem. Pelos vistos, exagerou de tal forma que até ela achava que «o povo não era assim tão mau». O resto já eu presenciei.

Por fim, fiquei ainda a saber que aquelas duas singulares criaturas são presença habitual na casa e que, à boca pequena, todos comentam que é graças à necessidade de aplacar os maus fígados dela que, naquela confeitaria, raramente sobra algum bolo de chocolate.

[Também publicado em PNETmulher.]

© Marta Madalena Botelho

6.7.08

a crise económica, as prioridades e o meu subconsciente avarento

Nos últimos tempos tenho sido inúmeras vezes contactada pela Portugal Telecom com o intuito de me convencerem a aderir ao Meo. Já perdi a conta às vezes em que simpáticas senhoras com vozes mais ou menos agradáveis começam a debitar sempre a mesma conversa. Eu confesso que tenho imenso respeito por todo o tipo de trabalhos e ocupações e considero todas as profissões igualmente nobres e necessárias à vida em sociedade, mas só mesmo por isso é que continuo a atender o telefone e a permitir que me roubem aos dez minutos de cada vez. É que dez minutos podem até parecer quase nada em circunstâncias normais, mas pode ser imenso tempo quando há muitas coisas para fazer. Ora, regra geral, as circunstâncias em que as queridas operadoras da PT me pedem que lhes conceda dez minutos são precisamente aquelas em que não me dava jeitinho nenhum conceder-lhos. Sucede que, mercê do meu já referido respeito por todas as funções que permitem ganhar dinheiro de forma honesta, quase nunca consigo dizer-lhes que não e acabo mesmo por gramar com o paleio todo que já sei de cor e salteado.

A minha resposta é sempre a mesma: «muito obrigada, mas não estou interessada». As operadoras, invariavelmente, ficam destroçadas perante a negativa, mas lá acabam por, resignadas, aceitar o meu «não». E depois perguntam se podem perguntar porquê. E eu lá lhes dou a tal resposta que as faz sempre soltar uma gargalhada meio incontrolável, meio tímida, mas sempre suficientemente sonora para chegar ao meu lado da linha. O motivo pelo qual eu não estou interessada em aderir ao Meo, nem agora nem durante os próximos tempos, é simples: eu não tenho televisão em casa.

Não vejo onde esteja o extraordinário deste facto. Há pessoas que não têm carro, outras não têm telemóvel, outras não têm computador. Eu tenho tudo isso, só não tenho televisão. A bem da verdade, até tenho. A coitada viveu longos anos ao serviço da família que, diga-se de passagem, nunca lhe deu muito que fazer. Sendo objecto não muito usado, ninguém dela sentiu muita falta quando eu, chegada a hora de viver sozinha, perguntei se a podia "herdar" antecipadamente. Sem objecções, lá a trouxe e pus no móvel da sala, previamente concebido à sua exacta medida.

A televisão ainda funcionou um par de meses sem dar sinal de padecer de qualquer maleita. Mas as televisões, tal como os robots de cozinha, os relógios de pulso, as colheres-de-pau e o ser humano, têm um ciclo de vida. Esta não foi excepção. Numa noite de Inverno, recusou-se a transmitir o Jornal das 22h da RTP2. «Que raio», pensei eu. A luz vermelha do stand-by estava lá, mas não havia meio de transmitir imagem ou som. Aproximei o ouvido do ecrã e pude ouvir um estalido de cada vez que carregava no botão do telecomando. Era como se aquela pesada televisão me estivesse a dizer que já não tinha forças para mais e me suplicasse que, ao fim de tantos, a deixasse finalmente repousar em paz. Eu deixei.

Ainda não comprei uma televisão nova e não creio que o venha a fazer tão cedo. Do mesmo modo que nos habituamos a ligá-las quando chegamos a casa, também nos habituamos a viver sem elas. Além disso, tenho incontáveis outros destinos a dar ao meu dinheiro, os quais considero bem mais prioritários do que um televisor. Por causa da minha televisão avariada, descobri que também tenho um lado somítico que me impede de investir um pequeno balúrdio em tal objecto. Cheguei à conclusão de que pagaria mais depressa €100,00 por um frigideira anti-aderente da treta do que €200,00 por um televisor com as funções básicas (exemplo que não é de todo inocente, pois aconteceu mesmo).

Talvez esta minha recusa em substituir a minha velha televisão avariada por um destes moderníssimos ecrãs de não sei quantas polegadas seja um reflexo da crise económica que grassa pelo país fora. Talvez não o faça porque o meu subconsciente ainda acalenta a esperança de que ela um dia se decida a voltar a funcionar, tão inesperadamente como se decidiu a não o fazer. Ou talvez eu só esteja mesmo a alcançar plenamente um estádio em que a caixinha que mudou o mundo se tornou para mim um objecto dispensável. O verdadeiro motivo, ainda não o descortinei. Soubesse-o eu e di-lo-ia às prestáveis operadoras da PT que bem se esforçam por me impingir o Meo que, como está bom de ver, não teria qualquer utilidade para mim. Soubessem-no elas e talvez desistissem de me telefonar tanto. É que um dia destes, nunca se sabe, depois de tanto uso, o telefone lembra-se de se desligar para sempre e, isso sim, seria um belo «trinta e um». Não sei porquê, mas tenho cá a ligeira sensação de que eu era menina para não comprar mais nenhum.

[Também publicado em PNETmulher]

© Marta Madalena Botelho

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