27.4.08

adoptar um cão, escrever um blogue e cuidar de um bonsai

Quase todos os seres humanos, independentemente da sua idade, profissão, condição social e do espaço geográfico em que vivem, partilham entre si pequenos detalhes, alguns deles muito íntimos, muito privados e muito secretos. Porém, nem essa intimidade, essa privacidade ou esse secretismo os tornam singulares. Ao invés, são comuns e muito mais fáceis de encontrar do que, prima facie, se suporia. Entre esses detalhes, há um que tem estado muito presente na minha vida nos últimos tempos porque, involuntariamente, tem surgido em conversas com amigos, no que vou lendo por aí e até nos filmes que tenho visto. Talvez o objectivo de todo este acaso seja mesmo o de me fazer reflectir um pouco sobre o assunto.

Refiro-me ao medo que muitas pessoas têm de um dia virem a sentir que deixaram passar a vida sem terem feito tudo aquilo que queriam. Já todos, certamente, o sentimos e o sentiremos ainda até ao fim dos dias. De tempos a tempos e ao longo do nosso percurso pessoal, é altura de fazer balanços e em cada um desses momentos de auto-análise a angústia é sempre a mesma: «ainda não fiz o suficiente».

Para cada período da nossa vida, traçamos objectivos: abrir uma livraria, ganhar uma medalha, acabar o curso, casar, escrever um livro, adoptar um cão, concluir o doutoramento, ter o primeiro filho, ir aos Himalaias. Mas se um propósito não se cumpre no período a que o destinámos, nem por isso deixa de constar da lista, passando a fazer parte do rol de «must do» da próxima fase. Isto tudo para que aquela «angústia de ainda não ter feito o suficiente» não se torne em «certeza de que o suficiente nunca se fará».

Quase todos temos, portanto, uma tendência intrínseca e inegável para acharmos que se algo ainda não aconteceu nas nossas vidas quando deveria ter acontecido, ainda há-de acontecer, nem que seja quando já formos velhinhos. Mas isto, é claro, apenas enquanto ainda é possível que, em função do tempo, venha a acontecer. Transposta a barreira temporal, a definitiva, aquela a partir da qual já não nos assiste o direito de sonhar, e malogradas as metas traçadas, começa a ser cozinhado no íntimo de cada um esse prato tão difícil de digerir que dá pelo nome de "frustração", que coze no lume brando do desencanto e é temperado abundantemente com resignação e tristeza.

Acredito, porém, que não obstante todo o desalento que emerge assim que somos confrontados com o absoluto impedimento, é possível conviver saudavelmente com a frustração. Com efeito, ela faz tanto parte da vida como a realização e estará sempre presente, independentemente do modo como lidemos com ela. É certo que essa convivência saudável é mais facilmente alcançável quando a origem da frustração não tenha sido algo que dependia exclusivamente da nossa vontade ou da nossa acção. É caso para dizer que, nestas circunstâncias, a obra do acaso é tranquilizadora. Mas mesmo que os objectivos não tenham sido cumpridos porque nós não quisemos ou não dedicámos a eles todas as forças que tínhamos – mesmo que não tenhamos tido um filho porque decidimos apostar na carreira profissional, ou que não tenhamos feito o doutoramento porque escolhemos dedicar a juventude a viajar pelo mundo, ou mesmo que nunca tenhamos escrito um livro porque sempre achámos demasiado trabalhoso transformar as ideias em palavras, – é imperioso ter em mente que o único compromisso de felicidade que temos é connosco mesmos e que isso não se confunde com nenhuma forma de egoísmo, ainda que o politicamente correcto nos diga que sim.

É importante que nos esforcemos por concretizar o que idealizámos e que o façamos no tempo certo, mas é igualmente indispensável que estejamos sempre conscientes de que nem tudo o que idealizámos será concretizado. Se a sorte não estiver do nosso lado e, por obra única do acaso ou conjugada com a nossa vontade ou falta dela, algo ficar pelo caminho, deixemos, pacificamente, que fique mesmo para trás. O trilho adiante estará, certamente, cheio de estimulantes desafios. Gastar energias com objectivos passados é desperdiçar energias que poderiam ser aplicadas no cumprimento de objectivos futuros. Não perceber isto pode ser um erro crasso, daqueles que arrastam consigo muitos outros erros crassos, numa bola de neve que nos impede de nos sentirmos bem com quem somos. Sempre constou que o caminho é para a frente e que para trás... anda a burra. No plano dos desejos cabe imenso, mas no plano da realidade cabe muito pouco. Na verdade, nunca viveremos tudo. Importa é viver bem tudo o que vivermos.

Apenas mais duas notas finais. A primeira para explicar que o título desta crónica é uma tentativa de actualização aos tempos modernos da expressão «ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore»; a segunda para deixar uma sugestão que, de alguma forma, se prende com o tema deste texto: o filme «The Bucket List» («Nunca é Tarde Demais»), de Rob Reiner, ainda em exibição nas salas portuguesas (ver trailer).

[Também publicado em PNETcrónicas.]

© Marta Madalena Botelho

22.4.08

nunca é tarde

the bucket list | rob reiner | 2007 | 22.04.2008

Mesmo que um dia te tenha parecido que não, que era demasiado improvável, tremendamente inacreditável, quase absolutamente impossível, nunca te esqueças que nunca é tarde para mudares de ideias. Se alguma vez mudares, promete a ti próprio que olharás no espelho e dirás, sem vergonha, que o fizeste e que nunca te vergarás aos juízos de valor dos outros. O limite não são eles, é a tua inércia.

© [m.m. botelho]

20.4.08

carpintaria emocional

A contradição é com a malta apaixonada e eu explico porquê: as pessoas têm a mania de querer relações sólidas como rochas e parceiros maleáveis como argila.

Logo nos primeiros dias do namoro proclamam em altos brados ao mundo, como os adeptos ferrenhos dos clubes de futebol habituados há anos a ficar sempre a poucos pontos do vencedor costumam dizer no início de cada campeonato, que desta vez é que é, que agora é que vão ser elas, que ninguém os pára e aquela é que é a equipa (ou melhor, a parelha) perfeita para vingar os seus intentos. Exaltam todas as características da pessoa amada, algumas até ao ridículo, e mesmo aquilo que é objectivamente negativo ou inestético lhes parece o melhor do mundo e a beleza suprema. Costuma chamar-se a isto «cegueira amorosa», mas é muito mais do que isso: é umbilicalismo puro e duro, disfarçado de paixão assolapada. Senão, vejamos: o outro é perfeito para mim e eu sou perfeita para ele; o meu feitio “encaixa” no dele e o dele no meu; a relação só tem futuro e só vai ser o máximo porque se deu o cruzamento destas duas específicas almas; em suma, eu é que realço em ti o melhor que tu tens e se não fosse eu tu eras apenas mais um entre a multidão. Palavra de honra que é assim mesmo, sem tirar nem pôr. E se são precisos exemplos concretos, eu dou.

Voltando à argila: a primeira tentação do amante é, mal tem espaço para isso, a de começar, pouco a pouco, qual artesão perante uma massa de barro disforme, a esculpir, ou seja, a alterar os hábitos e as características do ser amado. Isto tudo, é claro, sob a capa da eloquente expressão «é preciso limar arestas». Todos os namorados sabem que «é sempre preciso limar arestas» no início das relações. O que a grande maioria não sabe são duas coisas: primeiro, o que deve entender-se por «arestas»; segundo, como é que elas se «limam». A metáfora, portanto, conduz aos maiores equívocos e à gloriosa tarefa do atrevimento pelos meandros da difícil arte da carpintaria emocional. É obra!

De plaina em punho, começa-se por ir arrancando pequenas lascas ao objecto da nossa afeição: aqui e ali, uma sugestão sobre a roupa que usa, sobre as expressões que emprega, sobre as amigas e os amigos com quem sai, sobre o número (sempre excessivo) de cigarros que fuma ou de copos que bebe, sobre o modo (sempre fascinado) como olha para as(os) outras(os) e por aí fora. À medida que o tempo vai avançando, sobe paralelamente o grau de exigência: «acho que és (sempre demasiado) assim ou assado», sendo que «assim ou assado» são quase sempre características inerentes à personalidade, características essas às quais, também quase sempre, se achava imensa graça e perante as quais se ficava embevecido há uns tempos atrás. Eu já escrevi acima: a contradição é com a malta apaixonada.

O problema, note-se, não é que, com o passar dos dias, a tal «cegueira amorosa» se cure e se passe a ver o outro como ele é, qualidades e defeitos bem expostos e em néon fluorescente a piscar. O problema é que a cura arraste consigo o desejo de moldar o outro, de o mudar para aquilo que cada um acha que é o melhor para si e que, por isso, também só pode ser o melhor para o outro. É que a maior parte das vezes não é. Aliás, atrevo-me mesmo a dizer que quase nunca é.

Uma coisa é pedir encarecidamente que se corrijam alguns hábitos que torram a paciência de qualquer mortal, que aborrecem até a mais bem-disposta das criaturas e perturbam sobremaneira a vida a dois: deixar os jornais espalhados pela casa, pousar a toalha molhada em cima da cama, não virar a roupa pelo avesso antes de pôr na máquina de lavar ou nunca despejar os cinzeiros. Outra coisa, bem diversa, é querer que ela ou ele deixem de rir como riem, de reagir como reagem, de sentir como sentem, de se expressarem como se expressam, de gostarem do que gostam ou de fazerem aquilo que os faz felizes, ou seja, em síntese, que deixem de ser como são, que deixem de ser como já eram quando nos apaixonámos perdidamente. Que se limem algumas arestas, dando uma de carpinteiro improvisado com curso profissional tirado à pressão da paixão, ainda vá que não vá. Tentar fazer o outro à nossa imagem, apertando-o entre as mãos para lhe dar forma, cortando aqui e colando acolá, é que já me parece um bocadinho demais.

[Nota importante e para que não haja qualquer equívoco quanto a isso: este texto não contém qualquer mensagem subliminar para a minha cara-metade.]
[Também publicado em PNETcrónicas.]

© Marta Madalena Botelho

15.4.08

caramel

caramel | nadina labaki | 2007 | 15.04.2008

13.4.08

um lugar vazio à mesa

Na penúltima crónica falei da morte. Na última, invocando imagens ao acaso, abordei a solidão. Esta semana, em jeito de encerramento de uma improvável trilogia, dedico um texto ao silêncio, possível denominador comum daquelas duas temáticas.

O silêncio imposto é filho do isolamento, do marasmo e da quietude. O silêncio desejado, por sua vez, é sereno, plácido e seguro. A morte e a solidão trazem consigo, quase sempre, aquele primeiro e ele é, quase sempre, insuportável.

A sabedoria popular proclama em adágio que «a palavra é de prata e o silêncio é de ouro», mas quem vive um quotidiano inteiramente mudo da expressão de afectos e de emoções alheias sabe bem que nem sempre é assim. Às vezes, o silêncio cola-se às paredes das casas e torna-as demasiado espessas, maciças e intransponíveis. Encostando o ouvido à cal percebe-se que dali nada sai senão frio. Paredes caladas são paredes opacas, simples tijolo e betão, meras divisórias.

Lidei com a morte de perto apenas uma vez e ainda há relativamente pouco tempo. Este «relativamente» não podia caber melhor: no que tange à morte, cada um de nós tem «o seu tempo» e podem ter de passar muitos anos – ou mesmo todos os anos – até que a saudade seja pacífica dentro de cada um. Em mim, vai sendo todos os dias um pouco mais, mas ainda não integralmente (não sei se alguma vez inteiramente).

Apanhada de surpresa pelo repentino sucedido, não quis outra coisa senão o profundo silêncio, senão que me cobrisse o peso da ausência de tudo e, todavia, dentro do peito não tinha mais do que brados ensurdecedores e atordoantes que nunca chegaram a sair de lá. Lentamente, esses gritos foram sendo absorvidos pelo suceder dos dias, a dádiva mais preciosa em situações de dor aflitiva.

Passados quase dois anos, confesso que ainda não consegui ordenar ao meu coração que deixe de sentir a falta que me faz o barulho das chaves do meu Avô de cada vez que ouço a porta de casa de minha Avó bater. Confesso que ainda não consegui deixar de ouvir dentro de mim as expressões que ele (e só ele), a par e passo, utilizava. Confesso que ainda não me habituei à ideia de (já) não ter o assobio dele a pincelar-me as tardes de alegria. Passados dois anos, confesso que o que me traz maior nostalgia a reboque do desaparecimento do meu Avô é o silêncio.

O silêncio que, desde então, impregnou a casa da minha avó faz-nos sentir a todos os que lá vamos mais sozinhos e menos entusiastas. Não que a casa se tenha tornado oca, não. Por lá se ri, cavaqueia, vive, mas, de certa forma e quase sem que se dê conta, um pouco mais contidamente. Diz-me quem sabe o que isto é que é assim um pouco por todas as casas em que, um dia, um dos lugares da mesa fica vazio.

O silêncio faz parte da vida tanto quanto a palavra, tanto quanto o riso, tanto quanto o simples som. Bastas vezes é de ouro, mas outras tantas é de prata. Sem querer tirar brilhantismo aos Depeche Mode quando cantam «words are very unnecessary, they can only do harm», remato dizendo que há situações em que uma palavra pode fazer toda a diferença. Para melhor, claro. E essa palavra nem sequer tem de ser muito rebuscada, muito reflectida, muito a propósito. Basta que nos fique na memória e possa preencher o vão de um qualquer dos nossos silêncios indesejados.

Depeche Mode. «Enjoy the silence».
Do álbum «Violator» [1990].


[Também publicado em PNETcrónicas.]

© Marta Madalena Botelho

6.4.08

o frigorífico vazio e o congelador cheio

A solidão é um bilhete de cinema no escuro da minha carteira. A solidão é os auscultadores do meu iPod silenciosos sobre a secretária. A solidão é os meus ténis Nike azuis abandonados na sapateira. A solidão é a minha caneca do pequeno-almoço desprotegida na pia da loiça. A solidão é apenas o meu pijama mal dobrado dentro do armário. A solidão é o meu guardanapo isolado na gaveta. A solidão é a minha toalha de banho ser a única na corda a secar. A solidão é a minha escova de dentes desamparada dentro do copo.

A solidão é a minha refeição individual ultracongelada a rodar pacatamente no micro-ondas. A solidão é o comando à distância da televisão a jazer na minha mesa-de-cabeceira. A solidão é a minha chávena de chá muda no reboliço do Majestic. A solidão é as fotografias de paisagens sem gente espalhadas pela casa. A solidão é o grito aprisionado na minha boca quando acaba o papel higiénico. A solidão é ter trinta e cinco canais de televisão e todos quererem ver o mesmo. A solidão é ter de voltar ao supermercado para trazer todas as compras. A solidão é, simplesmente, não precisar de lista de compras. A solidão é saber sempre quem vai pôr o lixo à rua. A solidão é não ter de perguntar à voz do outro lado da linha com quem deseja falar.

A solidão é ter de sair do banho meio ensaboada, a tiritar de frio, para ver se o gás acabou. A solidão é o meu frasco de perfume quieto a encher a prateleira. A solidão é saber que terei de ir bater à porta do vizinho da frente se receber uma carta endereçada a outra pessoa. A solidão é a certeza de que o dispendioso chinelo que o cão está a roer é meu. A solidão é ter de preparar a minha sopa mesmo quando estou doente. A solidão é ter pagar sempre tudo mais caro só para poder comprar embalagens pequenas. A solidão é comer ovos mexidos três vezes por semana. A solidão é uma segunda almofada na minha cama somente para decoração. A solidão é sair de casa com os cabelos despenteados e só me aperceber disso quando chego ao trabalho. A solidão é acordar todos os dias monotonamente com o despertador.

A solidão é não abrir a boca para te falar. A solidão é a minha mão longe da tua. A solidão é o meu nome desemparelhado do teu. A solidão é o ar frio que entra pela porta quando tu sais.

[Também publicado em PNETcrónicas.]

© Marta Madalena Botelho

1.4.08

vinte e oito

© [m.m. botelho] | porto | abril de 2008

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