26.1.11
25.1.11
sozinha
Esta noite fui ver «You'll meet a tall dark stranger», o último filme de Woody Allen, ao cinema. Sozinha. Eu, que nunca fui ao cinema sozinha e que não gostava de o fazer! Pode parecer uma contradição, mas a verdade é que nunca tinha ido porque sabia que não ia gostar e, por isso, sabia que não gostava. Não gostava mesmo.
Sucede que há já uns tempos que vinha desconfiando que, agora, era capaz de gostar de ir ao cinema sozinha. Um dia, dei por mim a pensar que, afinal de contas, nunca me coibi de fazer fosse o que fosse sozinha: sair à noite para beber um copo, jantar fora de casa, caminhar, viajar, ir ao teatro, ir a concertos, ir à praia, ir a exposições, a museus, etc.. Então, por que carga de água é que eu não haveria de gostar de ir ao cinema?
Passei a vida toda sem ponderar isto, negando simplesmente que gostasse de ir ao cinema sozinha. Ora, eu sei bem porque é que não gostava, mas são motivos que não interessa invocar: são passado e para trás anda o caranguejo. Desliguei-me deles e, por isso, passei a questionar se deveria continuar a condicionar as minhas idas ao cinema por factos de outrora. Não, não devo. Nem as idas ao cinema, nem coisa alguma.
Percebi e comprovei que, agora, gosto de ir ao cinema sozinha. Hoje fui e gostei. E vou repetir, quando e sempre que me apetecer. As idas ao cinema e tudo o que me der na real gana, porque cheguei à conclusão de que a minha companhia é, para mim mesma, infinitamente agradável, até numa sala escura, rodeada de estranhos a olhar para um ecrã, alguns dos quais a triturarem pipocas com alarido.
A explicação para isto é, na realidade, bastante simples: gosto imenso de mim e tenho vindo a descobrir que gosto cada vez mais de fazer coisas comigo.
© [m.m. botelho]
Sucede que há já uns tempos que vinha desconfiando que, agora, era capaz de gostar de ir ao cinema sozinha. Um dia, dei por mim a pensar que, afinal de contas, nunca me coibi de fazer fosse o que fosse sozinha: sair à noite para beber um copo, jantar fora de casa, caminhar, viajar, ir ao teatro, ir a concertos, ir à praia, ir a exposições, a museus, etc.. Então, por que carga de água é que eu não haveria de gostar de ir ao cinema?
Passei a vida toda sem ponderar isto, negando simplesmente que gostasse de ir ao cinema sozinha. Ora, eu sei bem porque é que não gostava, mas são motivos que não interessa invocar: são passado e para trás anda o caranguejo. Desliguei-me deles e, por isso, passei a questionar se deveria continuar a condicionar as minhas idas ao cinema por factos de outrora. Não, não devo. Nem as idas ao cinema, nem coisa alguma.
Percebi e comprovei que, agora, gosto de ir ao cinema sozinha. Hoje fui e gostei. E vou repetir, quando e sempre que me apetecer. As idas ao cinema e tudo o que me der na real gana, porque cheguei à conclusão de que a minha companhia é, para mim mesma, infinitamente agradável, até numa sala escura, rodeada de estranhos a olhar para um ecrã, alguns dos quais a triturarem pipocas com alarido.
A explicação para isto é, na realidade, bastante simples: gosto imenso de mim e tenho vindo a descobrir que gosto cada vez mais de fazer coisas comigo.
© [m.m. botelho]
22.1.11
luta
«Eu, provavelmente, morro com o fim da luta,
Mas se te faz feliz
Eu paro.
E recomeço
Com um ódio de amor...
Que não nos faça tanto mal,
Que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas.
Eu, provavelmente, morro com o fim da luta,
Mas se te faz feliz
Eu paro.»
Balla, «O fim da luta».
Do álbum «A grande mentira» [2006].
Mas se te faz feliz
Eu paro.
E recomeço
Com um ódio de amor...
Que não nos faça tanto mal,
Que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas.
Eu, provavelmente, morro com o fim da luta,
Mas se te faz feliz
Eu paro.»
Balla, «O fim da luta».
Do álbum «A grande mentira» [2006].
18.1.11
aprender hoje para aplicar amanhã
Há dias, uma Amiga dizia-me que é absolutamente crente no ser humano e nas suas capacidades. No sábado, em conversa com a minha Irmã, meio a brincar, meio a sério, dizia-me ela, já não sei a que propósito, que para si todos os Homens são os «bons selvagens» de que falava Rousseau e que, portanto, acredita que o íntimo das pessoas é sempre puro.
Depois destas duas observações, assim tão seguidas no tempo, e de já antes ter sido muito espicaçada sobre o assunto por uma outra pessoa, fui forçada a elaborar sobre isto. A resposta, diziam-me, haveria de ser encontrada numa reflexão a partir de mim mesma: «Vá para casa e pense: "Como é que me posiciono perante as coisas menos boas que eu e os outros temos?"».
E eu fui e pensei. Quando voltei a encontrar-me com quem me tinha colocado tal questão disse, convicta: «Posso afirmar que, resumidamente, sou uma crente nos altos propósitos de toda a gente». Com efeito, sou capaz de encontrar [quase] sempre motivos suficientemente nobres para justificar [quase] tudo, tanto o que eu faço ou não faço, como o que os outros fazem ou não fazem. Sim, sou, como todos os outros, cheia de boas intenções! Frases feitas à parte, acredito mesmo que há um radical bom em tudo e todos e que, portanto, há sempre um bom motivo para as coisas acontecerem. De igual modo, creio que as coisas acontecem sempre no tempo certo e que tudo tem um sentido, talvez não imediatamente perceptível, mas que acaba sempre por revelar-se.
Perguntaram-me, então, se eu não estaria a tornar-me uma perita em encontrar «causas de justificação». Perguntaram-me se não penso assim porque é mais confortável imaginar que estamos todos rodeados por bem [ainda que esse bem esteja oculto por demonstrações de mal], isto é, se não penso assim por uma questão de protecção, porque é mais fácil crer que nos movimentamos num mundo idealmente puro do que num cenário de podridão, para o qual baste a inocência pueril e não seja necessário ter capacidades de guerreiro. Diziam-me: «É que se assumirmos que estamos em guerra, somos obrigados a enfrentar o inimigo, mas se formos convictamente pacifistas, temos sempre esse bom argumento para amparar a nossa recusa em guerrear».
Respondi que não. Nem tudo é justificável. Aqueles "quase" entre parênteses rectos lá em cima demonstram isso mesmo. Tenho perfeita consciência de que o bom é algo a que se aspira, mas a que nem sempre se chega. Por isso, sei que aqui e ali todos podem meter a pata na poça na persecução desse bom. Não é que eu seja apática em relação ao que eu e os outros temos de menos bom. Não é que eu ache que os erros são inevitáveis e não lhes dê importância, ou não dê importância aos seus efeitos. Nada disso. O que eu não faço é ignorar que todos estamos sujeitos a cometê-los. Ora, uma coisa são os erros, outra coisa são as maldades. Se me magoam porque querem, deliberadamente, prejudicar-me ou fazer-me mal, não há causa de justificação que valha. Porém, se me magoam porque – hélas! – tem de ser, porque há cursos de vida a seguir, porque há decisões a tomar, porque a existência não é uma coisa estática e ninguém está isolado numa ilha ou protegido por uma redoma à prova de bala e, por isso, estamos todos sujeitos a vermo-nos envolvidos em situações que nem sempre dependem directamente da nossa actuação, tenho a decência de o compreender e de o aceitar, mesmo nos casos em que a minha mágoa poderia ser diminuída. E compreendo-o porque, como diz uma outra grande Amiga minha, «às vezes as pessoas querem, mas não conseguem». Às vezes, os estilhaços atingem-nos e não era essa a intenção de quem os originou, mas as pessoas não conseguem fazer as coisas de outro modo. No fundo, acredito na bondade, mas estou ciente das limitações da sua concretização a tempo inteiro.
Assim, procuro buscar nos embaraços em que a vida me coloca um sentido de aprendizagem. Faço sempre por aprender com os resultados das minhas acções e com os das acções alheias, principalmente quando esses resultados não são propriamente confortáveis. Vejo-os, em suma, como oportunidades que a vida nos dá de nos confrontarmos com as dificuldades para aprendermos a lidar com elas, porque a partir do momento em que o tivermos feito, passamos a perceber muito melhor esse adágio popular tão sábio e tão útil para o crescimento individual de cada um e de aplicação universal a todas as circunstâncias: «homem prevenido vale por dois».
A minha ideia é aprender hoje para aplicar amanhã e oportunidades para pôr a teoria em prática, estou certa, não faltarão. Não sei se a vida é uma guerra, mas sei que tem, pelo meio, umas quantas batalhas. Nelas, de nada vale termos a força de um exército valente se o general que o comanda não for um perspicaz estratega.
© [m.m. botelho]
Depois destas duas observações, assim tão seguidas no tempo, e de já antes ter sido muito espicaçada sobre o assunto por uma outra pessoa, fui forçada a elaborar sobre isto. A resposta, diziam-me, haveria de ser encontrada numa reflexão a partir de mim mesma: «Vá para casa e pense: "Como é que me posiciono perante as coisas menos boas que eu e os outros temos?"».
E eu fui e pensei. Quando voltei a encontrar-me com quem me tinha colocado tal questão disse, convicta: «Posso afirmar que, resumidamente, sou uma crente nos altos propósitos de toda a gente». Com efeito, sou capaz de encontrar [quase] sempre motivos suficientemente nobres para justificar [quase] tudo, tanto o que eu faço ou não faço, como o que os outros fazem ou não fazem. Sim, sou, como todos os outros, cheia de boas intenções! Frases feitas à parte, acredito mesmo que há um radical bom em tudo e todos e que, portanto, há sempre um bom motivo para as coisas acontecerem. De igual modo, creio que as coisas acontecem sempre no tempo certo e que tudo tem um sentido, talvez não imediatamente perceptível, mas que acaba sempre por revelar-se.
Perguntaram-me, então, se eu não estaria a tornar-me uma perita em encontrar «causas de justificação». Perguntaram-me se não penso assim porque é mais confortável imaginar que estamos todos rodeados por bem [ainda que esse bem esteja oculto por demonstrações de mal], isto é, se não penso assim por uma questão de protecção, porque é mais fácil crer que nos movimentamos num mundo idealmente puro do que num cenário de podridão, para o qual baste a inocência pueril e não seja necessário ter capacidades de guerreiro. Diziam-me: «É que se assumirmos que estamos em guerra, somos obrigados a enfrentar o inimigo, mas se formos convictamente pacifistas, temos sempre esse bom argumento para amparar a nossa recusa em guerrear».
Respondi que não. Nem tudo é justificável. Aqueles "quase" entre parênteses rectos lá em cima demonstram isso mesmo. Tenho perfeita consciência de que o bom é algo a que se aspira, mas a que nem sempre se chega. Por isso, sei que aqui e ali todos podem meter a pata na poça na persecução desse bom. Não é que eu seja apática em relação ao que eu e os outros temos de menos bom. Não é que eu ache que os erros são inevitáveis e não lhes dê importância, ou não dê importância aos seus efeitos. Nada disso. O que eu não faço é ignorar que todos estamos sujeitos a cometê-los. Ora, uma coisa são os erros, outra coisa são as maldades. Se me magoam porque querem, deliberadamente, prejudicar-me ou fazer-me mal, não há causa de justificação que valha. Porém, se me magoam porque – hélas! – tem de ser, porque há cursos de vida a seguir, porque há decisões a tomar, porque a existência não é uma coisa estática e ninguém está isolado numa ilha ou protegido por uma redoma à prova de bala e, por isso, estamos todos sujeitos a vermo-nos envolvidos em situações que nem sempre dependem directamente da nossa actuação, tenho a decência de o compreender e de o aceitar, mesmo nos casos em que a minha mágoa poderia ser diminuída. E compreendo-o porque, como diz uma outra grande Amiga minha, «às vezes as pessoas querem, mas não conseguem». Às vezes, os estilhaços atingem-nos e não era essa a intenção de quem os originou, mas as pessoas não conseguem fazer as coisas de outro modo. No fundo, acredito na bondade, mas estou ciente das limitações da sua concretização a tempo inteiro.
Assim, procuro buscar nos embaraços em que a vida me coloca um sentido de aprendizagem. Faço sempre por aprender com os resultados das minhas acções e com os das acções alheias, principalmente quando esses resultados não são propriamente confortáveis. Vejo-os, em suma, como oportunidades que a vida nos dá de nos confrontarmos com as dificuldades para aprendermos a lidar com elas, porque a partir do momento em que o tivermos feito, passamos a perceber muito melhor esse adágio popular tão sábio e tão útil para o crescimento individual de cada um e de aplicação universal a todas as circunstâncias: «homem prevenido vale por dois».
A minha ideia é aprender hoje para aplicar amanhã e oportunidades para pôr a teoria em prática, estou certa, não faltarão. Não sei se a vida é uma guerra, mas sei que tem, pelo meio, umas quantas batalhas. Nelas, de nada vale termos a força de um exército valente se o general que o comanda não for um perspicaz estratega.
© [m.m. botelho]
17.1.11
nanossegundo
Às vezes, sucede que, num segundo [num nanossegundo, talvez], algo do que nos liga ao Outro se quebra, se esfuma, se volatiliza e lhe perdemos o rasto. Não sabemos, em concreto, o que é, mas apressados e seguros, na nossa mania de darmos nomes às coisas, apelidamo-lo de muitas maneiras, cada um a seu modo, dependendo do tipo de ligação que temos com o Outro: encantamento, admiração, deslumbre, fascínio, paixão, arrebatamento. Seja o que for e chame-se lá como se chamar, certo é que sofreu uma alteração. Bastou um segundo [um nanossegundo, talvez].
Confrontados com o sucedido, damos voltas à cabeça para tentar perceber o que era aquilo que se transmutou algures no percurso, como se chamava, o que lhe aconteceu exactamente e porque raio é que aconteceu. Temos muitas perguntas, buscamos muitas respostas e enredamo-nos em profundas elaborações sobre tudo isto.
Depois, para alguns, chega o dia em que já mais nenhuma pergunta importa senão esta: «É possível recuperá-lo?». De entre esses alguns, os mais afortunados começam a ouvir dentro de si uma voz, a princípio ténue, que vai ganhando corpo e volume até que lhes rasga o peito e lhes diz, limpidamente: «Só o saberás se o tentares». Em raros casos, da dúvida nasce a acção: os mais audazes tentam mesmo.
São audazes, não são loucos. Loucos são aqueles que os julgam.
© [m.m. botelho]
Confrontados com o sucedido, damos voltas à cabeça para tentar perceber o que era aquilo que se transmutou algures no percurso, como se chamava, o que lhe aconteceu exactamente e porque raio é que aconteceu. Temos muitas perguntas, buscamos muitas respostas e enredamo-nos em profundas elaborações sobre tudo isto.
Depois, para alguns, chega o dia em que já mais nenhuma pergunta importa senão esta: «É possível recuperá-lo?». De entre esses alguns, os mais afortunados começam a ouvir dentro de si uma voz, a princípio ténue, que vai ganhando corpo e volume até que lhes rasga o peito e lhes diz, limpidamente: «Só o saberás se o tentares». Em raros casos, da dúvida nasce a acção: os mais audazes tentam mesmo.
São audazes, não são loucos. Loucos são aqueles que os julgam.
© [m.m. botelho]
16.1.11
o pássaro
fonte: visto aquiHope is the thing with feathers
That perches in the soul,
And sings the tune - without the words,
And never stops at all,
And sweetest in the gale is heard;
And sore must be the storm
That could abash the little bird
That kept so many warm.
I've heard it in the chillest land,
And on the strangest sea;
Yet, never, in extremity,
It asked a crumb of me.
Emily Dickinson [1830-1886]
That perches in the soul,
And sings the tune - without the words,
And never stops at all,
And sweetest in the gale is heard;
And sore must be the storm
That could abash the little bird
That kept so many warm.
I've heard it in the chillest land,
And on the strangest sea;
Yet, never, in extremity,
It asked a crumb of me.
Emily Dickinson [1830-1886]
14.1.11
pormenores
Apercebemo-nos de que uma querida Amiga que estamos a receber em casa durante o fim-de-semana conhece muitíssimo bem alguns pormenores da nossa personalidade quando, estando ambas em divisões opostas da casa e sem qualquer contacto visual entre nós, ocorre o seguinte diálogo:
Eu - De que lado te dá mais jeito que arrume as tuas toalhas no toalheiro?
Ela - Isso é-me completamente indiferente. Tu é que dás importância a essas coisas.
Eu - Bom, sendo assim, vou arrumar as minhas toalhas do lado...
Ambas, em simultâneo - ... direito.
E sorrimos.
© [m.m. botelho]
Eu - De que lado te dá mais jeito que arrume as tuas toalhas no toalheiro?
Ela - Isso é-me completamente indiferente. Tu é que dás importância a essas coisas.
Eu - Bom, sendo assim, vou arrumar as minhas toalhas do lado...
Ambas, em simultâneo - ... direito.
E sorrimos.
© [m.m. botelho]
13.1.11
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» O âmbito do direito de autor e os direitos conexos incidem a sua protecção sobre duas realidades: a tutela das obras e o reconhecimento dos respectivos direitos aos seus autores.
» O direito de autor protege as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, por qualquer modo exteriorizadas.
» Obras originais são as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, qualquer que seja o seu género, forma de expressão, mérito, modo de comunicação ou objecto.
» Uma obra encontra-se protegida, logo que é criada e fixada sob qualquer tipo de forma tangível de modo directo ou com a ajuda de uma máquina.
» A protecção das obras não está sujeita a formalização alguma. O direito de autor constitui-se pelo simples facto da criação, independentemente da sua divulgação, publicação, utilização ou registo.
» O titular da obra é, salvo estipulação em contrário, o seu criador.
» A obra não depende do conhecimento pelo público. Ela existe independente da sua divulgação, publicação, utilização ou exploração, apenas se lhe impondo, para beneficiar de protecção, que seja exteriorizada sob qualquer modo.
» O direito de autor pertence ao criador intelectual da obra, salvo disposição expressa em contrário.
» O direito de autor protege as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, por qualquer modo exteriorizadas.
» Obras originais são as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, qualquer que seja o seu género, forma de expressão, mérito, modo de comunicação ou objecto.
» Uma obra encontra-se protegida, logo que é criada e fixada sob qualquer tipo de forma tangível de modo directo ou com a ajuda de uma máquina.
» A protecção das obras não está sujeita a formalização alguma. O direito de autor constitui-se pelo simples facto da criação, independentemente da sua divulgação, publicação, utilização ou registo.
» O titular da obra é, salvo estipulação em contrário, o seu criador.
» A obra não depende do conhecimento pelo público. Ela existe independente da sua divulgação, publicação, utilização ou exploração, apenas se lhe impondo, para beneficiar de protecção, que seja exteriorizada sob qualquer modo.
» O direito de autor pertence ao criador intelectual da obra, salvo disposição expressa em contrário.



